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O final de semana foi agitado nos bastidores da política baiana. Dados do Portal da Transparência revelaram que o Governo do Estado da Bahia realizou 207 pagamentos ao Banco Master entre 2023 e o início de 2026, somando a impressionante marca de R$ 49,2 milhões.
O que poderia ser apenas uma movimentação bancária comum ganhou contornos de escândalo após revelações dos jornalistas Lauro Jardim (O Globo) e da equipe do Metrópoles.
O “Caminho” dos Recursos e a Sombra da PF
Segundo as reportagens, o esquema vai além de simples números:
- Precatórios do Fundef: Só em 2024, foram R$ 47,4 milhões em operações de antecipação de créditos para servidores da educação.
- A Conexão Política: A Polícia Federal teria identificado que recursos de empresas ligadas ao ex-CEO do Banco Master, Augusto Lima, teriam abastecido firmas registradas em nome da esposa de um secretário de Estado ligado ao PT baiano.
- Sócios Ocultos: A suspeita é de um esquema de propina onde políticos atuariam como sócios ocultos em empresas que recebiam esses repasses.
O que diz o Governo da Bahia?
Em nota oficial, a Secretaria da Administração (Saeb) tentou colocar panos quentes na situação. Segundo a pasta:
- Não há contratação direta: O Estado afirma que não contratou o banco, mas que os pagamentos são fruto de escolhas individuais de servidores.
- Cessão de Crédito: Os professores, ao quererem o dinheiro do Fundef adiantado, cedem o direito ao banco em troca do valor imediato (com desconto), e o Estado apenas repassa o pagamento final à instituição financeira.
A Pergunta que Fica
Embora a explicação técnica do governo tente afastar a responsabilidade direta, a coincidência de valores milionários fluindo para uma instituição cujo ex-CEO é investigado por suspeita de propina a familiares de cúpula do governo levanta questionamentos inevitáveis. Por que justamente esse banco? Como se deu o credenciamento?
A transparência pública é a nossa maior arma, e o cerco da Polícia Federal parece estar apenas começando.
