Imagens – TV Câmara Natal
A reação da vereadora Nina Souza (PL) às críticas da deputada federal Carla Dickson não repercutiu sozinha nos corredores da Câmara Municipal de Natal. Logo após seu contundente pronunciamento, uma onda de solidariedade tomou conta do plenário, com diversos parlamentares saindo em defesa da colega e reforçando a legitimidade de sua atuação política.
O gesto coletivo dos vereadores isolou a narrativa de “uso da máquina” e transformou a sessão em um ato de desagravo à parlamentar.
Parlamentares Refutam Tese de Coação
Diversos vereadores utilizaram o tempo de fala para dar depoimentos que contradizem a tese de pressão política exercida pela Prefeitura ou pela própria Nina Souza. Os pontos destacados pela bancada foram:
- Autonomia Política: Os parlamentares enfatizaram que seus apoios para 2026 são baseados em afinidade ideológica e parcerias de trabalho, e não em imposições do Palácio Felipe Camarão.
- Reconhecimento da Trajetória: Colegas de diferentes matizes partidárias elogiaram a combatividade de Nina, destacando que sua força eleitoral é fruto de anos de atuação parlamentar e presença constante nas comunidades.
- Crítica ao “Fogo Amigo”: Muitos vereadores lamentaram que ataques dessa natureza venham de dentro do próprio partido (PL), classificando a postura da deputada federal como prejudicial à unidade da direita no estado.
Fortalecimento do Grupo de Paulinho Freire
O apoio em massa dos vereadores também foi lido como uma demonstração de força do prefeito Paulinho Freire. Ao defenderem Nina, os parlamentares ratificaram a confiança na gestão municipal e na condução do processo político para as próximas eleições.
A mensagem deixada pelo legislativo natalense foi clara: o grupo está unido e não aceitará que disputas internas de terceiros desestabilizem a harmonia entre a Câmara e o Executivo. Para Nina Souza, o respaldo dos pares serve como um “escudo” político, reafirmando que sua pré-candidatura possui raízes sólidas dentro da capital.
Com o plenário pacificado em torno de Nina, a pressão agora volta-se para a articulação interna do PL, que precisará mediar o conflito entre suas lideranças para evitar que o racha prejudique a performance da legenda nas urnas.
