Imagens – TV Câmara Natal
O clima esquentou na Câmara Municipal de Natal nesta quarta-feira (22). Em um pronunciamento firme e carregado de indignação, a vereadora Nina Souza (PL) subiu à tribuna para responder às declarações da deputada federal Carla Dickson (PL), expondo uma racha interna dentro do Partido Liberal no Rio Grande do Norte.
O embate começou após Carla Dickson afirmar, em entrevista à Rádio Difusora de Mossoró, que a estrutura da Prefeitura do Natal estaria sendo utilizada politicamente para beneficiar a pré-candidatura de Nina à Câmara dos Deputados em 2026.
O Desafio Público
Nina Souza não apenas negou as acusações, como lançou um desafio direto à correligionária. A vereadora rebateu a ideia de que aliados ou vereadores estariam sendo coagidos pelo prefeito Paulinho Freire para apoiá-la.
“Eu desafio a deputada Carla Dickson: mostre uma pessoa que a vereadora Nina e o prefeito Paulinho Freire coagiram a votar em mim. Mostre. Não vai encontrar”, disparou Nina no plenário.
História vs. Acusações
Para a vereadora, as falas de Carla Dickson são “levianas” e tentam deslegitimar sua trajetória política. Nina argumentou que o apoio de prefeitos a candidatos proporcionais é uma prática natural e tradicional da política potiguar, e não um sinal de uso irregular da máquina administrativa.
- Legitimidade do Trabalho: Nina afirmou que seus apoios são fruto de sua força de trabalho e de sua história de vida, e não de pressões externas.
- Prática Política: “Me diga qual é o prefeito do Rio Grande do Norte que não tem candidato a deputado federal? Todos têm”, questionou, reforçando que o apoio do prefeito é uma escolha política legítima.
- Defesa da Honra: A parlamentar concluiu dizendo que não permitirá que sua origem e sua luta sejam negadas por acusações que classificou como irresponsáveis.
Bastidores do PL em 2026
O episódio revela que a disputa por espaço dentro da nominata do PL para as próximas eleições será intensa. Com nomes fortes buscando a Câmara Federal, o “fogo amigo” entre Nina Souza e Carla Dickson antecipa um cenário de forte concorrência interna, onde cada palmo de terreno político será disputado com vigor.
Enquanto a executiva do partido busca unificar o discurso, as divergências públicas mostram que o caminho até 2026 será de muitas articulações e, pelo visto, de embates diretos.
