Neste 1º de abril de 2026, a população do Rio Grande do Norte não precisou de mentiras para se sentir enganada. Bastou a primeira chuva da madrugada para que a Avenida Olavo Montenegro voltasse a ser o que se tornou rotina: um verdadeiro mar de lama e transtornos.
Enquanto os motoristas lutam contra alagamentos históricos para chegar ao trabalho, o Governo do Estado mostra quais são suas verdadeiras prioridades. A “solução” apresentada para a via não foi drenagem, não foi pavimentação de qualidade, nem um plano de escoamento foi a instalação de radares de velocidade.
A Lógica do Absurdo
É, no mínimo, uma contradição revoltante. O governo é ágil e eficiente na hora de instalar equipamentos que geram multas, mas é lento, omisso e quase inexistente na hora de garantir o direito básico de ir e vir com segurança.
Quem trafega pela Olavo Montenegro hoje enfrentou:
- Interdições “naturais”: Trechos completamente submersos que danificam veículos e causam engarrafamentos quilométricos.
- Insegurança Real: O risco de acidentes e pane elétrica nos carros por causa do descaso com a drenagem.
- Abandono: Uma via que liga bairros populosos sendo tratada com paliativos enquanto a fiscalização eletrônica avança a passos largos.
Multar é Mais Fácil que Obras?
A pergunta que fica para a gestão estadual é: de que adianta monitorar a velocidade de uma via onde, em dias de chuva, o carro mal consegue sair do lugar? O radar parece servir apenas para punir o cidadão, enquanto o governo segue impune pelo abandono da infraestrutura.
Instalar radares sem antes resolver os buracos e os alagamentos é colocar a carroça na frente dos bois ou melhor, colocar o boleto na frente do asfalto. O povo do Rio Grande do Norte não quer apenas ser fiscalizado; o povo quer respeito e o retorno dos impostos em obras que funcionem. Chega de prioridades invertidas!
