A investigação sobre o Banco Master e os empréstimos consignados acaba de ganhar um fôlego extra. Em uma decisão que corrige um verdadeiro “nó” jurídico, o ministro André Mendonça, do STF, determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, devolva imediatamente os sigilos do banqueiro Daniel Vorcaro à CPMI do INSS e à Polícia Federal.
Por que isso importa?
Até então, dados cruciais — fiscais, bancários e telemáticos — estavam sob posse da presidência do Congresso por uma decisão anterior do ministro Dias Toffoli. Convenhamos: não fazia sentido algum esses documentos ficarem guardados em uma gaveta política enquanto os parlamentares da comissão, que são os reais investigadores, estavam “no escuro”.
O que muda agora:
- Transparência Real: A Polícia Federal agora retoma a custódia das provas e deve compartilhar tudo com a CPMI.
- Fim do Privilégio: Acabou a exclusividade de Alcolumbre sobre o material. Os dados agora vão para as mãos de quem tem a prerrogativa constitucional de investigar.
- Reta Final: Embora o tempo seja curto para analisar tudo antes do depoimento de Vorcaro, essa vitória fortalece o relatório final da comissão.
A decisão de Mendonça é um acerto necessário. Investigação séria se faz com acesso a provas, não com documentos retidos onde não deveriam estar. A “Operação Compliance Zero” e a apuração sobre fundos de pensão de servidores públicos ganham, finalmente, o combustível que faltava para buscar a verdade.
Seguimos acompanhando cada passo dessa movimentação em Brasília. Afinal, com dinheiro público e direitos de servidores não se brinca.
