VÍDEO DO INSTAGRAM – PERFIL SOBERANIA.VIVA
A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por 90 dias, veio acompanhada de um “pacote” de restrições que visa neutralizar qualquer movimento político do ex-presidente.
Embora tenha deixado o 19º Batalhão da Polícia Militar (a Papudinha) devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana, Bolsonaro não terá vida fácil em casa. O ministro impôs regras rigorosas que o colocam em um verdadeiro “silêncio digital”.
Sem Celular e Sem Redes Sociais
O ponto mais impactante da decisão é a proibição total do uso de celulares, computadores ou redes sociais. Bolsonaro, que sempre utilizou a internet como sua principal ferramenta de comunicação e mobilização, está agora oficialmente desconectado.
Além disso:
- Proibição de Vídeos: Ele não pode gravar pronunciamentos ou participar de lives.
- Sem Articulação: A medida busca impedir que o ex-presidente continue coordenando aliados ou influenciando o cenário político durante sua recuperação.
Visitas Restritas e Vigilância
O isolamento não é apenas virtual, mas também físico. As visitas foram drasticamente limitadas:
- Apenas a Família: Somente os filhos e a esposa têm acesso livre.
- Sem Aliados: Políticos, advogados (fora do exercício da defesa) e apoiadores estão proibidos de visitar o ex-presidente no domicílio.
- Monitoramento: O uso da tornozeleira eletrônica permanece obrigatório, garantindo que o raio de locomoção seja estritamente respeitado.
O Objetivo do STF
A estratégia de Moraes é clara: garantir o direito à saúde do custodiado, conforme prevê a lei, mas sem permitir que a residência se torne um quartel-general político. Para o ministro, o estado de saúde justifica a saída do batalhão, mas não dá liberdade para a continuidade de atividades que possam interferir nas investigações em curso.
Resta saber como a base bolsonarista reagirá a esse silenciamento forçado do seu maior líder durante os próximos três meses.
