O que deveria ser uma sessão de investigação técnica na CPMI do INSS transformou-se, nesta sexta-feira, em um dos episódios mais vergonhosos da história recente do Congresso Nacional. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciou que levará o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) aos tribunais após ser alvo de uma acusação gravíssima e infame.
Do Debate à Ofensa Pessoal
O clima esquentou quando Gaspar leu uma antiga fala do ministro Luís Roberto Barroso (STF) para ilustrar um ponto de vista. A reação de Lindbergh foi imediata e desproporcional. O parlamentar petista, irritado com a citação, acusou o relator de ser um “estuprador”.
A resposta de Gaspar veio no mesmo tom de indignação, chamando o colega de “bandido” e lembrando episódios do passado envolvendo a Odebrecht. O que se viu a partir daí foi um espetáculo de horrores que nada contribui para o país.
“Medidas Judiciais Cabíveis”
Em nota oficial, Alfredo Gaspar foi enfático: não deixará a ofensa sem resposta. O deputado, que tem trajetória como promotor de justiça e secretário de segurança, afirmou que sua história de vida é limpa e que a postura de Lindbergh demonstra um desequilíbrio incompatível com o Parlamento.
“Ofensa não é argumento”, pontuou o relator. O caso agora deve sair das notas taquigráficas da Câmara para os autos do Poder Judiciário e, possivelmente, para o Conselho de Ética.
O Reflexo da Polarização
Até quando assistiremos a debates parlamentares serem substituídos por ataques pessoais de baixo calão? O Brasil espera soluções para o INSS, mas recebe um “circo” como o próprio Lindbergh chegou a questionar antes de baixar o nível da discussão. O episódio é uma mancha no decoro e um alerta sobre o nível da nossa atual representação política.
