A CORRIDA CONTRA O RELÓGIO: O “PRAZO FATAL” QUE REDESENHA A POLÍTICA NO RN

A CORRIDA CONTRA O RELÓGIO: O “PRAZO FATAL” QUE REDESENHA A POLÍTICA NO RN

Com a chegada de abril, o relógio tornou-se o principal adversário de dezenas de gestores públicos no Rio Grande do Norte. O próximo sábado, 4 de abril, marca o limite legal para a desincompatibilização o afastamento definitivo de quem ocupa cargos no Poder Executivo e pretende disputar as eleições de outubro de 2026.

No cenário potiguar, essa movimentação não é apenas burocrática; ela representa um verdadeiro “remanejamento de peças” que altera tanto o Governo do Estado quanto as principais prefeituras, com destaque para Natal e Mossoró.

O Esvaziamento do Primeiro Escalão

Nos corredores da Governadoria, o clima é de despedida. Secretários de pastas estratégicas, que vinham pavimentando o caminho para candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, devem entregar seus cargos até amanhã.

A saída desses nomes abre duas frentes de preocupação para a Governadora Fátima Bezerra:

  1. Continuidade Administrativa: O desafio de nomear substitutos técnicos que mantenham o ritmo de obras e projetos em um ano eleitoral.
  2. Articulação Política: Garantir que esses ex-secretários mantenham a fidelidade à base governista enquanto buscam seus próprios votos.

O Retorno à Câmara Municipal de Natal

Na capital, o movimento também é intenso. Um exemplo emblemático é o de Nina Souza, que deixou sua função no Executivo municipal para retomar sua cadeira na Câmara Municipal de Natal. Como ela, outros nomes que ocupavam secretarias na gestão de Paulinho Freire estão voltando ao Legislativo ou saindo de cena para focar exclusivamente na campanha.

Essa “dança das cadeiras” força os prefeitos a reformularem suas equipes em um momento crítico, onde a entrega de resultados nos próximos seis meses será o principal cabo eleitoral de seus sucessores ou de suas próprias candidaturas.

Por que esse prazo importa?

A legislação eleitoral exige esse afastamento seis meses antes do pleito para evitar que ocupantes de cargos públicos utilizem a máquina administrativa em benefício próprio. Quem perder o prazo de 4 de abril, mesmo por algumas horas, estará automaticamente inelegível para o pleito deste ano.

Para o eleitor, este é o momento de observar quem são os nomes que estão “descendo do palanque oficial” para buscar o voto nas ruas. A partir da próxima semana, o Rio Grande do Norte terá novos rostos no comando de suas secretarias e uma nova configuração de forças políticas testando sua popularidade.

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