Por Allyson Barbosa
O cenário político brasileiro, que já se desenhava polarizado para 2026, ganhou um novo e explosivo componente que promete ditar o tom das próximas eleições: o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em um escândalo de proporções bilionárias.
Não se trata apenas de mais uma investigação de rotina. Lulinha é alvo central da CPMI do INSS, que apura um esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. As suspeitas são graves: relatórios da Polícia Federal apontam para uma suposta ligação do filho do presidente com operadores do esquema, incluindo diálogos que mencionam pagamentos vinculados ao “filho do rapaz” e viagens com lobistas investigadas. A quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, aprovada recentemente pela comissão e autorizada pelo STF, coloca a família presidencial novamente sob os holofotes da justiça.
O Reflexo nos Números: A Rejeição em Ascensão
Para o presidente Lula, o impacto não é apenas emocional ou familiar, mas eleitoralmente devastador. Pesquisas recentes de institutos como Paraná Pesquisas, AtlasIntel e Quaest já mostram que o “período de lua de mel” do governo acabou.
- A desaprovação do governo Lula atingiu a marca de 52% em fevereiro de 2026.
- Pela primeira vez em levantamentos recentes, 52,2% dos brasileiros afirmam que o atual presidente não merece ser reeleito.
- No quesito rejeição direta, Lula atinge 46,2%, um número que o coloca em empate técnico com seus principais opositores, limitando drasticamente sua margem de crescimento em um eventual segundo turno.
Esses dados refletem um eleitorado cansado e, sobretudo, sensível a temas de corrupção que envolvam o núcleo familiar do presidente. A narrativa de “perseguição”, tão usada no passado, perde força diante de novos fatos concretos.
Da Planilha para a Vida Real: A Fraude que tem Rosto
O maior perigo para a imagem de Lula é que a fraude do INSS não é um crime abstrato ou “sem vítimas”. Diferente de complexas operações financeiras, este caso toca no bolso da camada mais vulnerável da sociedade: os idosos.
Quase todo brasileiro conhece alguém, um avô, uma tia, um vizinho que teve descontos indevidos em sua aposentadoria ou que foi lesado por esquemas de consignados ilegais. A fraude deixou de ser um conjunto de números frios para ganhar nomes e rostos. Quando o eleitor associa o sofrimento do aposentado ao nome do filho do presidente, o dano à imagem torna-se quase irreversível.
O Veredito das Urnas
Juridicamente, Lulinha pode até não enfrentar condenações imediatas, mas o julgamento da opinião pública já está em curso. Em termos de imagem, ele já se tornou o maior “calcanhar de Aquiles” do pai.
O caso Lulinha no INSS será, inevitavelmente, o combustível da oposição na campanha de 2026. Cada centavo desviado de um aposentado será cobrado nas urnas, e o impacto dessa crise familiar promete ser o divisor de águas que definirá se Lula terá ou não um novo mandato. A política é feita de símbolos, e hoje, infelizmente para o Planalto, esse símbolo é de desgaste e rejeição.
