Por: Allyson Barbosa
O cenário político na Grande Natal teve uma reviravolta nas últimas horas. Após passar pela audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), o prefeito de Ielmo Marinho, Fernando de Canto de Moça, recebeu o alvará de soltura. Por possuir foro privilegiado como gestor municipal, o caso foi tratado diretamente pela segunda instância, que decidiu pelo seu retorno imediato ao exercício do cargo.
Por que ele voltou ao cargo?
Diferente de outros casos onde a Justiça afasta o gestor, Fernando reassume a prefeitura porque, segundo o entendimento jurídico atual, os fatos investigados na Operação Securitas não possuem relação direta com a sua gestão administrativa iniciada em 2025.
No entanto, a liberdade veio acompanhada de rédeas curtas. Para sair da prisão, o prefeito terá que cumprir medidas cautelares severas:
- Recolhimento domiciliar noturno: Proibido de sair de casa à noite.
- Apresentação mensal: Obrigatoriedade de comparecer ao juízo todo mês.
- Proibição de mudança: Não pode trocar de endereço sem aviso prévio.
- Preservação de provas: Qualquer indício de destruição de provas pode restabelecer a prisão imediatamente.
O Flagrante: Relembre o caso
A prisão de Fernando de Canto de Moça na última quarta-feira (28) não estava prevista no roteiro inicial da polícia. Ele não foi preso por um mandado de prisão preventiva, mas sim em flagrante por embaraço à investigação.
Ao perceber a chegada dos policiais, o prefeito tentou se desfazer de um celular e de quantias em dinheiro, arremessando-os para fora de sua residência. A manobra resultou na apreensão de R$ 60 mil e na sua condução imediata à delegacia.
Liderança de Organização Criminosa?
A Polícia Civil sustenta uma tese grave: Fernando seria o líder de uma organização criminosa estruturada para intimidar opositores políticos. A investigação apura crimes como:
- Constituição de milícia privada;
- Porte ilegal de arma de fogo;
- Organização criminosa com núcleo armado.
A Defesa: “Fatos Antigos”
Em nota oficial, a assessoria do prefeito mantém a linha de que ele foi pego de surpresa. O argumento central da defesa é o fator temporal: os fatos investigados seriam de meados de 2023, período em que Fernando ainda não era prefeito. “Não guarda qualquer relação com a atual administração municipal”, destaca o texto, reforçando que o gestor irá colaborar plenamente com as autoridades.
Conclusão
Fernando de Canto de Moça volta para a cadeira de prefeito, mas sob a vigilância constante da Justiça e com o peso de uma acusação de milícia sobre os ombros. Para Ielmo Marinho, o clima é de incerteza: o gestor está livre, mas o processo avança. O @blogpoder084 continuará acompanhando se as novas provas colhidas nos celulares apreendidos trarão novos pedidos de afastamento.
