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O cenário político e religioso brasileiro foi sacudido nesta quinta-feira (23/4) por uma dura investida da senadora Soraya Thronicke (PSB) contra um dos religiosos mais influentes do país, o Frei Gilson. Em sua conta no X (antigo Twitter), a parlamentar não poupou adjetivos e classificou o frei católico como um “falso profeta”, gerando imediata reação na base conservadora e cristã.
O motivo da revolta da senadora foi um vídeo onde Frei Gilson, baseando-se em textos bíblicos e na doutrina cristã tradicional, explica o conceito de matrimônio. Na pregação, o religioso cita que a missão da mulher, segundo as escrituras, é ser auxiliar do homem, enquanto ao homem foi dada a liderança e a chefia do lar.
A Defesa da Fé vs. a Crítica Política
Para os defensores da liberdade religiosa e dos valores tradicionais, a fala do Frei Gilson é uma exposição comum da teologia bíblica (como em Gênesis e Efésios), sem qualquer intenção de diminuir a dignidade feminina, mas sim de definir funções dentro da família cristã. No entanto, Thronicke interpretou a pregação como um uso “em vão” do nome de Deus.
Os pontos da polêmica:
- A Pregação: Frei Gilson afirmou que “Deus deu ao homem a liderança” e que a mulher nasceu para ser “auxiliar”.
- A Reação de Soraya: A senadora acusou o religioso de infringir o 3º mandamento (Não tomar o nome de Deus em vão) e criticou o uso da religião para definir papéis sociais.
- O Argumento da Senadora: “Haja fé para sobrevivermos nestes tempos”, lamentou Soraya, incluindo padres, pastores e políticos em sua crítica generalizada.
Liberdade de Expressão Religiosa sob Alerta
O ataque da senadora acende um alerta para a ala da direita e para os fiéis católicos. Críticos de Soraya apontam que rotular um líder religioso como “falso profeta” por pregar o que está escrito na Bíblia é uma tentativa de patrulhamento ideológico sobre a fé alheia.
Enquanto Soraya foca no discurso do “empoderamento” moderno, o setor conservador reforça que a laicidade do Estado também garante que a Igreja tenha autonomia para pregar seus dogmas milenares sem interferência ou insultos de parlamentares. A pergunta que fica entre os fiéis é: até onde os políticos tentarão pautar o que pode ou não ser pregado no altar?
