O cenário sucessório para a Presidência da República sofreu uma reviravolta importante nesta segunda-feira (23). O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), comunicou oficialmente ao presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, que não será candidato ao Planalto. A decisão é clara: ele cumprirá seu mandato no governo paranaense até dezembro de 2026.
Família e Gestão em Primeiro Lugar
A batida de martelo aconteceu após conversas com a família no último domingo. Em nota oficial, Ratinho Júnior destacou que sua prioridade agora é concluir o trabalho no Paraná, mas reforçou que continuará sendo uma voz ativa no PSD. Suas bandeiras permanecem as mesmas: a luta contra a burocracia, o endurecimento de leis criminais e o fortalecimento do agronegócio brasileiro no mercado global.
O “Peso” da Desistência nas Pesquisas
A notícia pegou muitos de surpresa, especialmente porque Ratinho Júnior era o nome do PSD com melhor desempenho nos levantamentos. Para se ter uma ideia do impacto, veja os números da última pesquisa Quaest (março/2026):
- 1º Turno: Ratinho aparecia com 7%, superando nomes como Ronaldo Caiado (4%) e Eduardo Leite (3%).
- Simulação de 2º Turno: O governador paranaense alcançava 33% contra 42% do presidente Lula.
Embora Lula mantivesse a liderança em todos os cenários, Ratinho Júnior era quem oferecia a resistência mais competitiva dentro do campo do PSD, apresentando uma diferença menor em relação ao atual presidente do que outros governadores de oposição.
O Que Muda para 2026?
Com a saída de Ratinho Júnior da corrida, o PSD de Gilberto Kassab precisará recalcular sua rota. A desistência abre espaço para outras lideranças regionais e força uma reorganização das alianças de centro-direita. No Paraná, a permanência do governador garante estabilidade política local, mas no plano nacional, a “vaga” de terceira via ou de nome principal da oposição ganha novos pretendentes.
O tabuleiro de 2026 está mais vivo do que nunca, e cada peça que se move altera todo o jogo.
