ZENAIDE MAIA NA CONTRAMÃO: A ÚNICA VOZ DO RN NO SENADO QUE DISSE “NÃO” À CPMI DO BANCO MASTER

ZENAIDE MAIA NA CONTRAMÃO: A ÚNICA VOZ DO RN NO SENADO QUE DISSE “NÃO” À CPMI DO BANCO MASTER

Por: Allyson Barbosa

Na política, o que você não assina costuma gritar mais alto do que o que você discursa no palanque. No Rio Grande do Norte, um silêncio vindo de Brasília está chamando a atenção: a senadora Zenaide Maia (PSD) foi a única representante potiguar no Senado a se recusar a assinar a CPMI do Banco Master.

Enquanto Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) correram para apoiar a investigação, Zenaide preferiu guardar a caneta. O caso não é qualquer “disse me disse” de corredor; estamos falando de denúncias graves que misturam cifras bilionárias, festas em mansões e nomes do topo do Judiciário.

O que está em jogo?

O requerimento da CPMI quer jogar luz sobre as reportagens explosivas do jornal O Globo. O enredo parece roteiro de cinema:

  • Encontros em Mansões: Reuniões entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o controlador do banco, Daniel Vorcaro, em jantares privados enquanto o banco tentava evitar uma liquidação pelo Banco Central.
  • Cifras Milionárias: Contratos que somariam R$ 129 milhões entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro.
  • Lobby e Poder: Suspeitas de que o sistema financeiro e o Judiciário estariam “juntos e misturados” em uma zona cinzenta de influência.

O Mapa do RN na Câmara

Na Câmara dos Deputados, a disposição para investigar também foi tímida. Dos nossos oito deputados, apenas três tiveram a coragem de assinar o pedido: Carla Dickson (União Brasil), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL). Os demais parlamentares da nossa bancada, por motivos que só eles podem explicar ao eleitor, preferiram não mexer nesse vespeiro.

Por que não investigar?

A pergunta que fica para a senadora Zenaide e para os deputados que se omitiram é simples: por que barrar uma investigação de interesse público? Se não há nada de errado na relação entre o Banco Master e as altas cortes de Brasília, a CPMI seria a melhor oportunidade para esclarecer tudo.

Quando parlamentares fogem de uma assinatura, eles alimentam a percepção de que existe uma “casta intocável” que a luz do sol não pode atingir. O potiguar, que paga seus impostos e sofre com os juros bancários, merece saber se o sistema está sendo manipulado nos bastidores do poder.

O Banco Master pode ser a ponta de um iceberg que muitos preferem ver derreter no silêncio. Mas, no meu blog, o silêncio não tem vez.

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