O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma operação militar de grande porte na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, que teriam sido retirados do país.
Segundo o anúncio feito por Trump, a ofensiva ocorreu durante a madrugada, com uma série de explosões registradas em Caracas, capital venezuelana. Além da capital, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também teriam sido atingidos.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram explosões, aeronaves sobrevoando a cidade e colunas de fumaça preta em diferentes pontos de Caracas. De acordo com os registros, os primeiros relatos surgiram por volta das 2h da manhã no horário local, o que corresponde a 6h da manhã no horário de Brasília.
Trump já havia declarado em novembro que poderia autorizar ataques terrestres na Venezuela, além de operações da CIA no país sul-americano. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre a operação.
Antes das explosões, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu voos comerciais americanos de sobrevoarem o espaço aéreo venezuelano, citando atividade militar em andamento. O aviso foi emitido pouco depois da 1h da manhã no horário da Costa Leste dos EUA (3h da manhã em Brasília).
O presidente norte-americano informou ainda que divulgará mais detalhes sobre a ação em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília).
Repercussões internacionais começaram a surgir. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou o governo Trump em publicação na rede social X e defendeu uma reunião imediata da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Já o senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, declarou que o secretário de Estado, Marco Rubio, o informou que não há previsão de novas ações militares na Venezuela, agora que Maduro estaria sob custódia dos Estados Unidos.
As informações foram divulgadas pela emissora americana CBS.
