O bolso do motorista brasileiro — e potiguar — está sob nova ameaça. O PL 3278/2021, que está sendo apelidado de “Imposto do Trânsito”, avançou na Câmara dos Deputados. E um detalhe importante para o Rio Grande do Norte: a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) votou a favor do regime de urgência para o projeto.
O que é esse novo imposto?
O projeto cria o PNMS (Plano Nacional de Mobilidade Sustentável). Na prática, ele abre brecha para que municípios criem taxas e cobrem dos usuários pelo uso das vias urbanas. Ou seja: você já paga IPVA, paga impostos sobre os combustíveis e agora pode ter que pagar uma taxa extra apenas para circular nas ruas da sua cidade.
O Perigo para a População
- Aumento do Custo de Vida: Mais uma taxa significa fretes mais caros, o que reflete no preço da comida e dos serviços.
- Punição a quem trabalha: Motoboys, motoristas de aplicativo e quem precisa do carro para trabalhar serão os mais atingidos.
- A “Picanha” que virou imposto: O termo “Toma tua picanha” tem sido usado nas redes sociais para cobrar as promessas de campanha que, na prática, estão se transformando em novos tributos.
O que significa o Voto pela “Urgência”?
Ao votar a favor do regime de urgência, Natália Bonavides e seus aliados permitiram que o projeto pule etapas. Ele deixa de ser analisado detalhadamente pelas comissões temáticas e vai direto para votação no plenário.
A urgência acelera a aprovação sem o devido debate com a sociedade. É a pressa em arrecadar passando por cima da discussão sobre o impacto real na vida do trabalhador.
Enquanto o povo esperava alívio, o que chega de Brasília são novas formas de cobrança. O RN precisa ficar de olho em quem aperta o botão a favor de mais impostos.
