O Supremo Tribunal Federal (STF) operou em modo de “gestão de danos” nesta noite. Após uma reunião emergencial de mais de seis horas, o veredito saiu: o ministro André Mendonça é o novo relator das investigações sobre o Banco Master.
A mudança ocorre após Dias Toffoli abrir mão da relatoria, um gesto que, na prática, encerra o processo interno que poderia levar ao seu afastamento por suspeição. Ao “entregar” o caso para redistribuição, Toffoli antecipou-se ao julgamento, mas não saiu sem o apoio dos pares.
Unidade em meio ao escândalo Em uma nota conjunta inédita, os 10 ministros da Corte buscaram transmitir uma imagem de coesão absoluta. O texto é enfático:
- Validade Total: O STF reconhece a plena validade de todos os atos de Toffoli até aqui.
- Apoio Pessoal: Os ministros expressaram solidariedade à “dignidade de sua excelência”.
- Colaboração: A nota destaca que Toffoli atendeu a todos os pedidos da PF e da PGR.
Bastidores e o “Clima Excelente” A reunião foi tão prioritária que o presidente Edson Fachin encerrou a sessão do plenário mais cedo para reunir o colegiado. Ao deixar o prédio, acompanhado pela ministra Cármen Lúcia, Toffoli foi econômico e direto ao ser questionado por jornalistas: “Foi tudo excelente e unânime”.
O que muda agora? Com o caso nas mãos de André Mendonça, o STF tenta virar a página da crise de imagem gerada pelas mensagens encontradas no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No entanto, o radar político continua ligado: Mendonça assume um processo sob forte vigilância do Congresso e da opinião pública.
A estratégia do STF foi clara: sacrificar a relatoria para salvar a unidade do tribunal. Resta saber como o novo relator conduzirá um dos casos mais explosivos do sistema financeiro atual.
