Quem assiste às propagandas oficiais do Governo do Rio Grande do Norte tem a impressão de que o estado virou um canteiro de obras impecável. A gestão estadual ostenta números grandiosos, afirmando ter recuperado 2 mil quilômetros de estradas, o que representaria metade de toda a malha viária potiguar. No entanto, para quem precisa transitar pela RN-269, o discurso esbarra na dura realidade do asfalto — ou na falta dele.
No trecho que liga as cidades de Nova Cruz e Montanhas, o cenário é de total abandono. O que se vê são crateras, falta de sinalização e um risco constante para motoristas e motociclistas que dependem dessa via para o escoamento da produção e para o deslocamento diário.
Onde estão os 2 mil quilômetros?
O marketing agressivo da gestão Fátima Bezerra tenta convencer a população de que o problema das estradas está sendo resolvido em tempo recorde. Mas a conta não fecha para o cidadão do Agreste e do Litoral Sul.
- Se metade das estradas foi recuperada, por que um trecho vital como o da RN-269 continua em petição de miséria?
- Por que o “Pé no Chão” do governo parece só funcionar no papel e nas peças publicitárias?
Incerteza e Desaso
A população que sofre diariamente com o prejuízo mecânico e o perigo de acidentes não enxerga uma solução a curto prazo. O sentimento é de que o governo prioriza a imagem e o “faz de conta” em vez da segurança de quem paga impostos.
Recuperar estrada exige mais do que números em uma planilha de propaganda; exige máquinas na pista e asfalto de qualidade. Enquanto o governo gasta com marketing para dizer que está tudo bem, o povo de Nova Cruz e Montanhas segue desviando de buracos e amargando o descaso de uma gestão que parece governar apenas para as câmeras.
O Povo Quer Respostas
Não basta anunciar metas se a ponta final — o cidadão — não sente o benefício. O Governo do RN precisa sair do mundo da fantasia das redes sociais e encarar a poeira e os buracos da RN-269. A propaganda pode ser bonita, mas o asfalto é que salva vidas e gera desenvolvimento.
