Por: Allyson Barbosa
O que deveria ser um alívio para o servidor público do Rio Grande do Norte virou uma nova dor de cabeça. Após dias de espera, notas oficiais e muita incerteza, a governadora Fátima Bezerra (PT) finalmente efetuou o pagamento do 13º salário. No entanto, a alegria durou pouco para muitos: ao abrirem seus extratos, o susto foi geral. O dinheiro caiu, mas o valor está errado.
Relatos que chegam de diversas categorias confirmam que o governo pagou valores abaixo do que era devido. É o famoso “ganhou, mas não levou tudo”. Para quem já estava com as contas no limite, esse erro de cálculo soa como um desrespeito com quem dedicou o ano inteiro ao serviço público.
Onde está o resto do dinheiro?
A imprensa estadual já ecoa o desabafo de servidores que encontraram descontos inexplicáveis ou bases de cálculo que não batem com a realidade do contracheque. Se o governo teve meses para planejar esse pagamento, como explicar falhas tão básicas justamente na hora de depositar o direito do trabalhador?
Não basta pagar; é preciso pagar o que é correto. O servidor não pode ser penalizado por falhas no sistema ou falta de organização da equipe financeira do Estado. Enquanto o governo tenta vender a narrativa de “dever cumprido”, o funcionalismo agora inicia uma nova via-sacra: a de tentar reaver o que foi subtraído por erro da gestão.
O Descrédito Aumenta
Em um estado onde o calendário de pagamentos virou uma loteria, esse tipo de erro só aumenta o abismo entre a Governadoria e o servidor. Fátima Bezerra precisa vir a público explicar.
O servidor potiguar não quer desculpas em notas oficiais. Ele quer o valor correto na conta para honrar seus compromissos. Pagar o 13º com erro é o mesmo que não cumprir a promessa por inteiro.
