A política em Brasília atingiu um novo nível de tensão esta semana. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder de uma oposição ferrenha, soltou o que muitos chamam de “lista da vergonha”. Em um discurso inflamado na Câmara, ele não apenas denunciou o roubo descarado contra os aposentados do INSS, mas deu nome e sobrenome aos parlamentares que, segundo ele, estão agindo como verdadeiros “escudos” para impedir que os chefes do esquema sejam convocados pela CPMI.
O “Muro” da Blindagem
Enquanto milhares de brasileiros acordam com descontos indevidos em seus benefícios em muitos casos ligados ao polêmico Banco Master e associações fantasmas a CPMI do INSS vive uma queda de braço. De um lado, investigadores tentam trazer os responsáveis; do outro, uma base governista que parece disposta a tudo para evitar que o “fio da meada” chegue a figuras de peso.
Segundo Sóstenes, a estratégia de blindagem é clara: barrar convocações cruciais de diretores bancários e agentes públicos. Entre os nomes citados pelo deputado como os principais “protetores” que votaram contra as convocações na comissão estão:
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Teresa Leitão (PT-PE)
- … entre outros membros da base aliada.
“Roubando quem nem sabe ler”
O tom de Sóstenes foi de revolta. Ele destacou a crueldade do esquema: “Muitos que foram roubados nem sabem ler. Estão assaltando o dinheirinho de quem não tem como se defender”.
O que está em jogo?
A grande pergunta que Sóstenes deixou no ar é: Por que o medo de investigar? Se o governo diz que quer proteger o idoso, por que seus líderes no Senado e na Câmara estão blindando quem é apontado pela Polícia Federal como operador do esquema?
A “máfia do INSS” não escolhe ideologia para roubar, mas parece ter cor partidária para ser protegida. No Rio Grande do Norte e em todo o Brasil, o aposentado exige saber: o governo está do lado de quem trabalha ou de quem lucra com a fraude?
Eu quero saber de você: você já conferiu o extrato do seu familiar aposentado hoje? O roubo é silencioso, mas a nossa voz não pode ser.
