O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) quebrou o silêncio sobre as recentes tentativas de ligar seu nome ao “Caso Master”. O motivo? Uma viagem realizada em 2022 no avião do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em um tom irônico e direto, o parlamentar classificou as acusações como uma “narrativa da esquerda” e trouxe à tona nomes do alto escalão do Governo e do Judiciário para contextualizar o que chama de hipocrisia seletiva.
A Defesa: “Não sou vidente”
Nikolas explicou que a viagem ocorreu há quatro anos para o evento Juventude Pelo Brasil. Segundo ele, a logística não foi feita por seu gabinete:
- Contratação Indireta: O evento contratou uma empresa de transporte que tinha Vorcaro como um dos sócios.
- Fatos Futuros: O deputado questionou como poderia ser responsabilizado por atos investigados anos depois. “Como que eu vou prever isso? Naquele momento, ele não era uma pessoa investigada”, afirmou.
O Contra-Ataque: “E os outros contratos?”
Para Nikolas, a verdadeira notícia não está na sua viagem de quatro anos atrás, mas nas conexões atuais e milionárias envolvendo figuras do governo Lula e do STF com o mesmo grupo financeiro. Ele listou pontos polêmicos:
- Contrato de R$ 129 milhões: Mencionou que valores expressivos envolveriam empresas ligadas à esposa do ministro Alexandre de Moraes.
- Repasses sem contrato: Citou um suposto recebimento de R$ 5 milhões por um ministro do governo Lula.
- Reuniões Secretas: Relembrou encontros que teriam ocorrido entre o presidente Lula e o banqueiro de forma reservada.
- Patrocínio de Eventos: Afirmou que o Banco Master financia eventos de ministros do STF, e não apenas a logística de eventos de juventude da direita.
O embate em torno do Banco Master deixou de ser apenas uma investigação financeira para se tornar uma guerra de narrativas políticas. Enquanto a oposição tenta ligar Nikolas ao banqueiro por uma carona aérea, o deputado devolve o golpe focando em cifras milionárias e proximidade institucional com o atual governo.
