Por Allyson Barbosa
Se você ouvisse a entrevista recente do pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, sem sair de casa, juraria que o Rio Grande do Norte se transformou na Suíça nos últimos sete anos. Com uma tranquilidade invejável, o ex-secretário de Tributação afirmou que pretende manter o “legado” da governadora Fátima Bezerra, celebrando avanços que, sinceramente, a maioria do povo potiguar ainda não conseguiu enxergar.
Cadu fala em “competitividade” e “avanços na segurança”, mas parece esquecer que o RN que ele administra no papel é bem diferente do RN que a gente pisa no chão.
O “Mundo de Alice” da Gestão Fátima
Na fala de Cadu, tudo são flores. Ele destaca a geração de empregos e diz que as empresas não saem mais daqui. Mas vamos aos fatos que ele preferiu omitir:
- Segurança Pública: Ele fala em avanços, mas ignora que o RN continua figurando em rankings nacionais de violência e que nossas forças de segurança clamam por estrutura e valorização real, não apenas discursos.
- Saúde em Agonia: O pré-candidato admitiu “desafios”, mas tentou dourar a pílula com números de cirurgias. Quem precisa de um hospital regional ou enfrenta as filas de espera sabe que a saúde do RN está na UTI, com falta de insumos básicos e hospitais sucateados.
- Estradas Destruídas: Cadu não mencionou o estado deplorável das nossas RNs. O legado de Fátima que o cidadão sente no bolso é o prejuízo com pneus estourados e a insegurança de trafegar por rodovias que parecem queijo suíço — aí sim, a única semelhança com a Suíça.
Mais do Mesmo?
A grande dúvida que fica é: Cadu será um “poste de Fátima” ou terá luz própria? Pelo que ele mesmo disse, a ideia é repetir o modelo. Ele afirma ter valores “muito parecidos” com os da governadora. Para quem desaprova a gestão atual — e os números de avaliação da governadora não são nada “generosos”, como lembrou o entrevistador — isso soa mais como uma ameaça do que como uma promessa.
Falar em competitividade tributária quando o estado vive sob pressão de arrecadação e o setor produtivo reclama da burocracia é, no mínimo, audacioso.
O Legado que o Povo Sente
O “legado” que Cadu defende é o mesmo que entregou um estado com dificuldades fiscais crônicas, serviços públicos deficientes e uma sensação de estagnação. Tentar vender essa gestão como um sucesso absoluto é subestimar a inteligência do potiguar.
O futuro gestor quer manter o que está aí. A pergunta é: você, que vive no Rio Grande do Norte real, aguenta mais quatro anos desse “legado”?
