A política do Rio Grande do Norte ganhou novos e intensos capítulos nas últimas 48 horas. O que antes eram apenas especulações de bastidores, agora ganha contornos de uma estratégia robusta: a montagem de uma “nominata de peso” para a Câmara Federal sob as bençãos do Republicanos.
O centro dessa movimentação é o ex-deputado Kelps Lima. Após um encontro estratégico em Brasília com o atual presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, Kelps deu o recado definitivo ao ex-senador José Agripino: ele não permanecerá na federação União/PP. O destino? Tudo indica o Republicanos, partido que hoje detém uma das maiores forças políticas do país.
A Aliança com Ezequiel Ferreira
O desenho dessa nova força passa diretamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. A sintonia entre Kelps e Ezequiel sugere que o Republicanos no RN não será apenas um “figurante”, mas um protagonista na disputa pelas cadeiras em Brasília. A ideia é criar um grupo tão forte que se torne o porto seguro para quem busca viabilidade eleitoral sem as amarras das federações tradicionais.
A Bomba do Dia: Benes Leocádio no Radar
Se a saída de Kelps do União Brasil já era um movimento forte, a novidade que circula hoje eleva a temperatura: existe uma grande possibilidade do deputado federal Benes Leocádio também desembarcar no Republicanos.
- Por que isso importa? Benes é um dos parlamentares mais votados e possui uma base municipalista fortíssima. Sua saída do União Brasil esvaziaria uma das principais legendas do estado e consolidaria o Republicanos como o “partido a ser batido” na proporcional.
- O Efeito Hugo Motta: Ter o apoio direto do presidente da Câmara, Hugo Motta, dá ao grupo uma musculatura financeira e política que poucos partidos terão no pleito de 2026.
O que esperar?
Estamos presenciando a formação de um novo bloco de poder no RN. Kelps Lima, com sua habilidade de comunicação, somado à articulação silenciosa e precisa de Ezequiel Ferreira e ao capital eleitoral de nomes como Benes Leocádio, cria um cenário onde o Republicanos pode, tranquilamente, eleger um ou a depender até dois nomes para bancada federal.
Para quem achava que 2026 estava longe, o aviso foi dado: o jogo começou, e as cartas de Kelps e Ezequiel estão na mesa.
