Recentemente, uma declaração do ex-governador Anthony Garotinho ecoou forte nos bastidores da política: Jair Bolsonaro foi injustiçado. Para muitos, a fala pode surpreender, mas para quem acompanha as entranhas do poder, ela apenas traduz o que milhões de brasileiros sentem.
Quando um político com a experiência de Garotinho que conhece como poucos os mecanismos do sistema vem a público dizer que o ex-presidente foi alvo de um processo desproporcional, é preciso parar para ouvir. Não se trata apenas de ideologia, mas de observar o “vale-tudo” jurídico que se instalou no país.
O “Teatro” da Inelegibilidade
Precisamos refrescar a memória sobre o que aconteceu no TSE. Bolsonaro foi retirado do jogo democrático de 2026 por causa de uma reunião com embaixadores. Sim, você leu certo. Enquanto o sistema faz “vista grossa” para situações gravíssimas, usaram um evento diplomático — onde se discutia a transparência do processo eleitoral — para aplicar uma pena máxima de oito anos de inelegibilidade.
- Cadê o crime? Não houve corrupção, não houve desvio de dinheiro público no processo, apenas a expressão de opiniões.
- O peso da mão: A rapidez e o rigor aplicados a Bolsonaro contrastam com a lentidão de outros casos que dormem em gavetas de Brasília.
Perseguição ou Justiça?
A verdade é que o sistema não perdoa quem desafia o status quo. A condenação de Bolsonaro pareceu mais uma sentença política do que jurídica. Retirar o maior líder da oposição das urnas sob argumentos frágeis não é proteger a democracia; é enfraquecê-la, impedindo que o povo escolha seu representante.
Garotinho está certo ao apontar a injustiça. Quando as regras mudam conforme o “freguês”, a segurança jurídica morre e quem perde é o cidadão. Bolsonaro segue sendo a maior voz da direita, e quanto mais tentam calá-lo, mais sua força cresce no coração de quem não aceita ser manipulado.
A história não se apaga com canetadas. A justiça, uma hora, cobra a conta.
