Imagine ter o valor do seu empréstimo descontado rigorosamente do salário todo mês e, mesmo assim, receber uma carta de cobrança ou ter seu nome negativado no SERASA. Parece um pesadelo, mas é a realidade que a presidente do SINSP/RN, Janeayre Souto, acaba de denunciar contra o Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
A Conta que não fecha (e o crime que aparece)
A denúncia é grave e direta: desde julho de 2025, o governo Fátima Bezerra retém as parcelas dos consignados dos servidores, mas não repassa o dinheiro aos bancos. O montante já beira os R$ 600 mil.
Na prática, isso tem nome jurídico: Apropriação Indébita. É o uso do dinheiro alheio para fins próprios.
O Rastro da Humilhação
Enquanto o Estado retém o recurso, o servidor público — que já luta para equilibrar as contas — sofre três vezes:
- Nome no Serasa: Perda de crédito e constrangimento público.
- Cobranças Indevidas: Pressão psicológica de instituições financeiras.
- Desconto em Dobro: Bancos tentando reaver o prejuízo direto na conta do trabalhador.
Onde estão os fiscais da lei?
Onde estão o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa? Há 9 meses essa situação se arrasta sob os olhos da governadora e do secretário Cadu Xavier. Servidor público não é banco para financiar buraco em caixa de governo!
Mexer no salário é mexer na comida, no aluguel e na dignidade de milhares de famílias potiguares. Exigimos respostas e, acima de tudo, a devolução imediata do que é de direito do trabalhador.
