Por: Allyson Barbosa @blogpoder084
A política potiguar não é para amadores, e esta segunda-feira, 19 de janeiro, entra para a história como o dia em que as pretensões de Carlos Eduardo Xavier ao Governo do Estado foram, definitivamente, sepultadas.
O golpe de misericórdia veio de onde muitos já esperavam, mas poucos acreditavam na rapidez: o vice-governador Walter Alves. Em uma reunião decisiva com a governadora Fátima Bezerra, Walter desenhou o novo mapa do poder no Rio Grande do Norte, e o cenário não inclui o nome de “Cadu”.
O Xadrez de Walter Alves
Walter foi pragmático e direto. Ao comunicar que não assumirá a cadeira de governador e que buscará uma vaga como deputado estadual, ele liberou o caminho para novas composições. Mais do que isso, reafirmou sua lealdade nacional ao Presidente Lula e o apoio à Fátima Bezerra para o Senado.
O Fator Allyson Bezerra
O ponto alto do anúncio, e o que realmente enterra a candidatura de Cadu, é a declaração de apoio de Walter Alves a Allyson Bezerra. Com esse movimento, o que já era uma caminhada difícil para Xavier tornou-se uma missão impossível.
Cadu vê sua base minguar enquanto o eixo de apoio se desloca para o atual prefeito de Mossoró, que agora ganha a musculatura do MDB e a chancela de uma das maiores lideranças políticas do estado.
O que muda agora?
A candidatura de Cadu, que já enfrentava resistência e baixos índices de viabilidade, perde agora seu principal pilar de sustentação política. Sem o apoio da estrutura do vice-governador e com o fortalecimento de Allyson Bezerra, o cenário para o Governo do Estado se afunila.
A política é o destino, e o destino de Carlos Eduardo Xavier parece ter sido selado nesta reunião. O tabuleiro foi reiniciado, e Allyson Bezerra larga na frente com um apoio de peso que redesenha as alianças de 2026.
