O DILEMA DE WALTER “ALVO”: ENTRE A CADEIRA ELÉTRICA E O RECUOU POLÍTICO

O DILEMA DE WALTER “ALVO”: ENTRE A CADEIRA ELÉTRICA E O RECUOU POLÍTICO

Por Allyson Barbosa

O clima nos corredores da Assembleia Legislativa e da Governadoria não é de verão, mas de um calor político capaz de derreter qualquer aliança de fachada. O nome que não sai da boca do povo e dos analistas de plantão é um só: Walter Alves. O vice-governador do Rio Grande do Norte se tornou o “alvo do momento”, mas não por uma escolha glamorosa, e sim por uma batata quente que está prestes a cair em suas mãos.

A pergunta que vale um milhão de votos é: Walter assume ou não assume o Governo em abril?

Fogo Amigo e Pressão de Bastidores

Enquanto a governadora Fátima Bezerra prepara as malas para, possivelmente, disputar uma vaga no Senado, o terreno para Walter Alves parece mais um campo minado. Os chamados “pseudos aliados” — aqueles que dão um tapinha nas costas mas já estão de olho na próxima eleição — não dão trégua. A todo momento, surgem opiniões e “conselhos” que empurram o vice contra a parede. Querem que ele assuma para carregar o piano, ou que abra mão para que outros nomes entrem no jogo.

Walter, conhecido por seu estilo cauteloso, se vê em um verdadeiro “beco sem saída”. De um lado, a chance histórica de comandar o estado; do outro, a realidade nua e crua das contas públicas.

O “Abacaxi” Financeiro

Não é segredo para ninguém que as finanças do Rio Grande do Norte estão longe de um mar de rosas. O próprio vice-governador já deu sinais de que a situação financeira do estado é o principal freio para suas ambições. Com um déficit estimado em mais de R$ 1,5 bilhão para o orçamento de 2026, assumir o governo agora significa herdar uma folha de pagamento pesada, fornecedores batendo à porta e uma margem de investimento quase nula.

Para Walter, a conta é simples: vale a pena queimar o capital político tentando apagar incêndio em um estado com os cofres vazios?

A Hora da Decisão

A indecisão tem alimentado uma fábrica de boatos. Uns dizem que ele prefere tentar uma vaga de deputado para garantir a sobrevivência política. Outros afirmam que ele só sobe a rampa se o Governo Federal garantir um “oxigênio” financeiro extra. Enquanto isso, o relógio corre e o mês de abril se aproxima como um veredito.

Walter Alves está diante do maior desafio de sua carreira. Ele vai encarar a “cadeira elétrica” da Governadoria para mostrar serviço ou vai preferir o conforto da retaguarda, deixando o abacaxi para outro descascar?

A pergunta que fica para você, eleitor, é: no lugar dele, você aceitaria as chaves de um cofre que todos dizem estar vazio?

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