O CONTRA-ATAQUE DE VORCARO: BANQUEIRO DO MASTER COGITA REAÇÃO POLÍTICA ÀS FALAS DE LULA

O CONTRA-ATAQUE DE VORCARO: BANQUEIRO DO MASTER COGITA REAÇÃO POLÍTICA ÀS FALAS DE LULA

Por Allyson Barbosa

O clima nos bastidores de Brasília acaba de atingir o ponto de fervura. A colunista Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) revelou uma movimentação que parece saída de um roteiro de série de suspense político: o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, estaria cogitando “abrir a caixa de ferramentas” contra o governo Lula.

O motivo? As críticas públicas e pesadíssimas do presidente sobre a fraude bilionária investigada no banco. Lula não tem poupado palavras, chegando a falar em um “golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

O Contra-ataque: “Vazamentos Seletivos”

De acordo com a jornalista, o banqueiro estaria se sentindo acuado e com sua margem de manobra reduzida. A estratégia de defesa não seria apenas jurídica, mas política. Estaria sendo cogitada a entrega de informações — os famosos “vazamentos seletivos” — contra figuras do primeiríssimo escalão do PT e do Governo Federal.

Na mira do banco, estariam nomes como:

  • Rui Costa (Casa Civil)
  • Ricardo Lewandowski (Justiça)
  • Jaques Wagner (Senado)
  • Guido Mantega

A ideia seria simples: se o barco do banco afundar, ele não afunda sozinho. Dividir o desgaste político parece ser a tática para tentar preservar pontes com os partidos de centro.

Estratégia ou Desespero?

Interlocutores do banqueiro estão tentando acalmar os ânimos, dizendo que o discurso de Lula é apenas “proteção política” para o ano eleitoral. Mas o fato é que Lula já tocou na ferida três vezes, ligando o caso até ao combate ao crime organizado e à Operação Carbono Oculto.

A defesa de Vorcaro, é claro, nega tudo. Diz que não existe plano de retaliação e que o empresário é vítima de “narrativas distorcidas”.

O que isso significa para o RN e para o Brasil?

Quando o setor financeiro e o Palácio do Planalto entram em rota de colisão desse nível, o resultado costuma ser uma tempestade institucional. Se esses “vazamentos” de fato existirem e vierem a público, o governo pode enfrentar uma crise de confiança em nomes estratégicos justamente quando tenta consolidar sua base.

A pergunta que fica no ar é: o banqueiro vai mesmo “apertar o botão vermelho” ou isso é apenas um blefe para tentar silenciar o presidente?

Foto: EBC | Fonte: Congresso em Foco / Folha de S.Paulo

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