O C* QUE NÃO PASSAVA UM CABELO: O MEDO DOS OPERADORES QUE ESCONDEM MILHÕES PARA “GANHAR O HOMEM”!

O C* QUE NÃO PASSAVA UM CABELO: O MEDO DOS OPERADORES QUE ESCONDEM MILHÕES PARA “GANHAR O HOMEM”!

Por: Allyson Barbosa

O Rio Grande do Norte assiste, estarrecido, a novos capítulos de uma trama que mistura cifras milionárias, medo e um projeto político ambicioso. Diálogos interceptados pela Polícia Federal revelam os bastidores nada republicanos de quem planeja o futuro do nosso estado entre quatro paredes — ou melhor, entre paredes que escondem montanhas de dinheiro.

O ex-vice-prefeito de Serra do Mel, José Moabe Zacarias (PSD), em conversa com o empresário Oseas Monthalggan, abriu o jogo sobre a realidade nua e crua da corrupção. O relato é digno de filmes de máfia: Moabe admitiu ter guardado R$ 2 milhões em espécie em um apartamento em Natal pertencente ao seu sogro, Aldo Araújo da Silva (Controlador Geral Adjunto do município).

“Eu vou dizer a você, é arriscado! (…) eu guardei no apartamento de ALDO quase dois contos (dois milhões). Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo”, disparou Moabe na gravação.

O Objetivo: “Ganhar Moral com o Homem”

Mas o que choca ainda mais não é apenas o dinheiro escondido, mas a finalidade dele. O diálogo sugere que o esquema em Serra do Mel servia para abastecer um “caixa” visando a futura campanha ao Governo do Estado do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Oseas é claro na estratégia: é preciso juntar dinheiro aos poucos para “ganhar moral com o homem”, referindo-se a Allyson, que estaria “disparado” nas pesquisas. O plano é pavimentar o caminho com notas de cem para garantir influência quando o poder estadual for alcançado.

Desconfiança e Sucessão em Mossoró

A trama ainda revela o desprezo pelos aliados. Enquanto planejam a saída de Allyson para o Governo, os interlocutores desdenham de quem assumirá a cadeira em Mossoró. Sobre o vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD), a sentença é curta: ele “não tem moral 100%”.

O que isso significa para o eleitor?

Estamos vendo a política ser tratada como um balcão de negócios, onde:

  • R$ 2 milhões são movidos como se fossem trocados, escondidos em apartamentos na capital.
  • Cidades como Serra do Mel são usadas como fonte de recursos para projetos maiores.
  • A “moral” com os governantes é comprada, não conquistada com trabalho.

A pergunta que fica para o povo do Rio Grande do Norte é: queremos que esse modelo de “guardar dois contos em apartamento” chegue à Governadoria? A Polícia Federal já está de olho. O povo também precisa estar.

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