A polarização das eleições de 2026 chegou às portas dos templos religiosos em pleno feriado de 12 de outubro. Um conflito entre um padre e um suposto eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi registrado na entrada do Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O episódio ocorreu quando um homem distribuía panfletos políticos aos fiéis que chegavam para as celebrações em homenagem à padroeira do Brasil.
O teor do material e a reação na igreja: O panfleto distribuído trazia mensagens de cunho eleitoral direcionadas à disputa presidencial, com os dizeres: “católico não vota em quem desrespeita Nossa Senhora”, seguido de “não é sobre Lula, e sim sobre não depositar sua confiança em quem ameaça a nossa padroeira”, acompanhado de pedidos de voto para a campanha petista.
Ao tomar conhecimento da situação na parte externa da paróquia, o padre Jorge Wydrych foi pessoalmente até o local e exigiu que o homem interrompesse imediatamente a distribuição e se retirasse.
O sacerdote repreendeu a iniciativa ao constatar que o material continha informações falsas e utilizava símbolos religiosos para fins político-partidários. Durante a celebração, o líder religioso reforçou o respeito ao espaço sagrado:
- “Cada um tem suas preferências pessoais, que devemos respeitar, mas não se deve colocá-la no meio. O espaço sagrado merece respeito de todos os lados. Não vamos permitir que desavenças políticas estraguem a nossa festa”, declarou o padre aos fiéis.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reabriu o debate sobre os limites da panfletagem e campanhas eleitorais em locais de culto na reta decisiva do segundo turno.
