MOSSORÓ, A CAPITAL MUNDIAL DA HIPERTENSÃO? O MISTÉRIO DOS 8 MILHÕES DE COMPRIMIDOS DE ALLYSON BEZERRA

MOSSORÓ, A CAPITAL MUNDIAL DA HIPERTENSÃO? O MISTÉRIO DOS 8 MILHÕES DE COMPRIMIDOS DE ALLYSON BEZERRA

Por Allyson Barbosa

Calma, pessoal! Ninguém aqui está acusando ninguém de nada. Vamos apenas apreciar, com muita ironia e paciência, os números astronômicos que brotam do Portal da Transparência de Mossoró. É que o prefeito Allyson Bezerra parece estar muito preocupado com o coração do mossoroense — ou pelo menos com a pressão arterial dele.

Um levantamento do Diário do RN revelou que a Prefeitura adquiriu nada menos que 7.588.000 comprimidos para hipertensão em 2025. É isso mesmo: quase 8 milhões de pílulas de Losartana, Atenolol, Captopril e companhia.

Uma Cidade Hipertensa ou um Estoque Fantasma?

Para vocês terem uma ideia da “eficiência” logística, essa montanha de remédios daria para distribuir mais de 20 mil comprimidos por dia. Se cada hipertenso de Mossoró tomasse um por dia, teríamos um exército de 20 mil pessoas devidamente medicadas… em teoria.

O detalhe irônico? Enquanto a Prefeitura fazia essas compras nababescas com a DISMED (empresa que virou estrela nos autos da Polícia Federal), o povo continuava batendo perna nas UBSs e voltando de mãos vazias. É o que a PF chama carinhosamente de “faturamento fantasma”: a prefeitura paga a nota integral, mas o remédio, curiosamente, esquece o caminho da prateleira.

Onde foi parar tanto comprimido?

A Polícia Federal e a CGU, na Operação Mederi, parecem não ter acreditado muito nessa súbita epidemia de pressão alta que exigiria 8 milhões de comprimidos. O que se investiga é o famoso “pagamento sem entrega”. Ou seja: o dinheiro sai, a nota fiscal brilha, o contrato com a distribuidora (citada na operação) é liquidado, mas o paciente continua na base do chá de ervas porque o remédio não chegou.

Vale lembrar — só por puro sarcasmo — que esses mesmos medicamentos são distribuídos de graça pelo programa Farmácia Popular do Governo Federal. Mas, aparentemente, a gestão Allyson achou que era melhor gastar o dinheiro do município com contratos sob suspeita de sobrepreço e entregas “irrisórias”.

Pressão Alta em Brasília (e na Residência Oficial)

Se o povo de Mossoró está com a pressão controlada, não sabemos. Mas uma coisa é certa: a pressão subiu, e muito, na última terça-feira, quando a PF bateu à porta da casa do prefeito.

Os investigadores estão debruçados sobre essa montanha de comprimidos para entender se o que temos em Mossoró é um cuidado excessivo com a saúde ou um esquema de “notas fiscais voadoras” onde o produto nunca aparece, mas o lucro é garantido.

As investigações continuam. Por enquanto, não há condenação, apenas uma pergunta que não quer calar: Cadê o remédio que estava aqui?

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