LUZ VERMELHA NO PLANALTO: REJEIÇÃO DE LULA BATE 40% E APROVAÇÃO DESPENCA, REVELA DATAFOLHA

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A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (11), aponta que a avaliação do governo federal permanece em um cenário de estabilidade crítica. Segundo o levantamento, a fatia da população que avalia a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssima é de 40%, enquanto a aprovação (ótimo ou bom) se fixa em 29%.

O dado que mais chamou a atenção dos analistas foi o crescimento da avaliação regular, que agora atinge 29% (anteriormente era de 26%). Quando questionados especificamente sobre o trabalho pessoal de Lula na Presidência, a reprovação subiu de 49% para 51%, ultrapassando a marca da metade do eleitorado, enquanto a aprovação pessoal oscilou negativamente para 45%.

Pontos de Atenção na Pesquisa

Os números revelam fissuras importantes na percepção pública sobre o rumo do país:

  • Segmentação da Rejeição: A desaprovação mais acentuada concentra-se entre evangélicos (55%), eleitores do Sul (51%) e na classe média baixa, onde o impacto da economia no dia a dia tem sido um fator determinante.
  • Resistência no Nordeste: O governo mantém sua base mais sólida na região Nordeste (38% de aprovação) e entre eleitores com menor escolaridade, mas mesmo nesses nichos os índices mostram oscilações que ligam o sinal de alerta no Palácio do Planalto.
  • Cenário para 2026: Em simulações de segundo turno, a pesquisa indica um empate técnico acirrado: Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro, mostrando que o desgaste da gestão atual já reflete diretamente nas projeções sucessórias.

Análise do Momento

A estabilidade na reprovação elevada sugere que as estratégias recentes de comunicação do governo e os embates diplomáticos internacionais não têm surtido o efeito esperado de recuperação de popularidade. O aumento do grupo que vê o governo como “regular” indica uma migração de antigos apoiadores para uma zona de neutralidade ou expectativa, o que aumenta a pressão sobre a equipe econômica e a articulação política para apresentar resultados mais tangíveis à população nos próximos meses.

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