O tabuleiro político para 2026 começa a ganhar contornos definitivos em Caicó. Em entrevista recente, o prefeito Dr. Tadeu abriu o jogo sobre suas ambições, alianças e o futuro administrativo da “Capital do Seridó”. Com a sinceridade que lhe é característica, o gestor deixou claro que, se as eleições fossem hoje, a tendência seria não ser candidato a deputado estadual.
Sem aventuras: A renúncia em jogo
Aos 32 anos, Tadeu demonstra uma maturidade incomum ao afirmar que não sofre de ansiedade política. Para ele, ser candidato agora exige uma “segurança de eleição” que o cenário atual ainda não oferece.
- O risco real: Ser candidato significa renunciar ao mandato de prefeito. Se perder, Tadeu ficaria quase três anos sem mandato e sem poder de decisão sobre sua própria sucessão. “Renúncia é sair e não voltar”, pontuou, descartando qualquer aventura que prejudique seu grupo político ou a cidade.
Palavra é documento: O rompimento com Zenaide
Um dos pontos mais fortes da fala do prefeito foi sobre sua relação com a senadora Zenaide Maia. Tadeu revelou que não votará nela para o Senado por um motivo simples: falta de cumprimento de palavra.
- Segundo o prefeito, houve um acordo por emendas para a saúde e para o abatedouro de Caicó que não foi honrado pela senadora no ano passado.
- O novo compromisso: Fiel ao estilo “porta da frente”, Tadeu confirmou que seu compromisso agora é com a governadora Fátima Bezerra e com o senador Styvenson Valentim.
O “Sistema de Álvaro Dias” e a barreira dos xingamentos
Questionado sobre um possível apoio a Álvaro Dias para o Governo do Estado, Tadeu foi pragmático. Embora reconheça que ter um governador da região seria bom, ele apontou uma barreira emocional e política: as agressões sofridas por parte do grupo de Álvaro.
“O menor nome que sou chamado pelo sistema de Álvaro é de safado. Meu eleitor não entenderia eu subir nesse palanque hoje”, desabafou.
Minha Análise
Dr. Tadeu mostra que aprendeu a “plantar política” para colher no tempo certo. Ao priorizar a conclusão de obras como o abatedouro e manter o alinhamento com os governos Estadual e Federal, ele foca no legado administrativo antes de tentar um salto maior. É uma estratégia de sobrevivência e respeito ao mandato que o povo lhe deu.
No RN, onde a “política da palavra” muitas vezes é esquecida, Tadeu marca posição: compromisso só se mantém quando as duas partes cumprem o combinado.
E você, acha que Dr. Tadeu faz certo em priorizar a prefeitura e desistir da Assembleia agora? Ou Caicó precisa de um representante direto no Legislativo? Comente sua opinião!
