São José do Campestre vive uma realidade paralela que beira o absurdo. Há pouco tempo, este blog trouxe à tona uma contratação milionária da prefeitura que, de tão confusa, precisou até de correção na publicação oficial. Mas, enquanto o papel aceita cifras astronômicas, o chão do hospital conta uma história de descaso e abandono.
Recebemos denúncias graves e imagens alarmantes vindas do Hospital e Maternidade Maria Vicência de Souza. O cenário descrito por quem precisa de atendimento e por quem trabalha no local não é de uma unidade de saúde, mas de um ambiente de calamidade.
O Retrato do Descaso
O que se vê nas dependências do hospital, localizado na Rua Senador João Câmara, é um desrespeito direto à dignidade humana:
- Mofo e Infiltração: Paredes tomadas pelo bolor, colocando em risco a saúde respiratória de pacientes já debilitados.
- Mobiliário em Estágio de Lixo: Cadeiras de descanso com estofados rasgados, sem qualquer condição de uso, onde o “descanso” é impossível.
- Equipamentos Sucateados: Cadeiras de roda e de banho tomadas pela ferrugem e quebradas. Como um paciente com mobilidade reduzida deve se sentir ao depender de um equipamento que pode desabar a qualquer momento?
Onde está o dinheiro, Prefeito?
A pergunta é inevitável e urgente: como uma gestão que assina contratos de milhões de reais permite que o principal hospital da cidade chegue a esse estado de degradação? Não se trata de falta de verba, trata-se de falta de prioridade.
É inaceitável que o cidadão de São José do Campestre veja o dinheiro público circulando em licitações polêmicas enquanto o doente precisa sentar em cadeiras rasgadas e conviver com o mofo. Saúde não se faz com propaganda ou com erros de publicação em Diário Oficial; se faz com manutenção, higiene e respeito ao paciente.
Basta de Calamidade
A prefeitura precisa sair do gabinete e olhar para as rodas enferrujadas do Hospital Maria Vicência. A população não quer explicações sobre editais mal escritos; a população quer um hospital digno. O silêncio da gestão diante dessas imagens é a prova de que a prioridade, definitivamente, não é o povo.
Estaremos de olho e cobrando: cadê a reforma que a saúde de Campestre precisa para ontem?
