O cenário político do Rio Grande do Norte deu um passo decisivo nesta segunda-feira (23). Em reunião com sete partidos de esquerda e centro-esquerda, a governadora Fátima Bezerra (PT) bateu o martelo: ela deixa o cargo em 4 de abril para focar na disputa por uma cadeira no Senado Federal.
A decisão não é isolada; segue a estratégia nacional do presidente Lula para fortalecer a base aliada no Congresso. Mas o que isso significa na prática para o nosso estado?
🏁 A Corrida para o Senado
Fátima entra na disputa reafirmando sua pré-candidatura, enquanto nomes como Jean Paul Prates (PDT) também se movimentam no mesmo campo. O objetivo do PT é claro: garantir capilaridade e palanque forte para o projeto nacional, mas o jogo local ganha camadas de complexidade.
🏛️ O Enigma do “Mandato Tampão”
Com a saída de Fátima e a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo — preferindo focar na disputa para deputado estadual —, o Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Quem será o governador que conduzirá o estado nos nove meses finais de 2026? Fátima passou o Carnaval em intensas negociações e deixou o recado: o sucessor precisa estar 100% comprometido com o projeto iniciado em 2018.
🧩 As Peças no Tabuleiro
- A Aliança: PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, REDE e Cidadania estavam à mesa.
- As Ausências: O PSOL (focado em pautas sindicais) e Jean Paul Prates (em agenda em SP) não participaram, sinalizando que a unidade total ainda exige diálogo.
O anúncio marca o início oficial da “dança das cadeiras” no Centro Administrativo. A partir de abril, teremos um novo comando no Palácio de Despachos e uma das campanhas mais acirradas da história recente do RN para o Senado.
