CIRO GOMES TINHA RAZÃO: O LUCRO BILIONÁRIO DOS BANCOS ÀS CUSTAS DO SEU IMPOSTO

Você já sentiu que, enquanto o brasileiro aperta o cinto, existe um “andar de cima” onde o dinheiro brota por mágica? Pois é, o ex-governador Ciro Gomes tocou em uma ferida aberta durante o Fórum O Otimista Brasil que a gente não pode deixar passar batido. Ele abriu a caixa-preta de uma “esculhambação” institucional que envolve bilhões de reais, bancos poderosos e nomes que deveriam estar guardando a lei, não os cofres.

O Jogo das Cadeiras

Ciro foi cirúrgico ao apontar o conflito de interesses. Como é que a gente aceita, com naturalidade, que figuras que ocuparam ou ocupam o topo da pirâmide jurídica do país — como Lewandowski (Ministro da Justiça) e Nelson Jobim (ex-STF) — tenham assentos em conselhos de bancos como o Master e o BTG?

Não se trata apenas de currículo; trata-se de influência. É o que Ciro chama de “não estar direito”.

A Mágica dos 93 Bilhões

Mas o “xeque-mate” veio no fim do ano. Imagine a cena: o Governo Lula libera um cheque de R$ 93 bilhões para pagar precatórios.

Para quem não sabe, o precatório é aquela dívida que o governo tem com o cidadão (o “Doutor Zé Carlos” do exemplo do Ciro), que ganhou uma causa na justiça mas não sabe quando vai ver a cor do dinheiro. Desesperado, esse cidadão vende seu título de R$ 1.000 por apenas R$ 500 para um banco, só para ter algo na mão hoje.

Aí vem o absurdo: o banco compra por 500 e, pouco tempo depois, o governo decide pagar o valor cheio (os 1.000) direto na conta do banco. Um lucro de 100% da noite para o dia, com dinheiro público, pagando dívidas que só venceriam em 2027!

Por que isso importa para você?

Enquanto discutimos ideologias nas redes sociais, o sistema está operando uma transferência de renda silenciosa: do seu imposto direto para o lucro recorde de instituições financeiras que têm “amigos” nos lugares certos.

Ciro Gomes não tem “rabo de palha” e falou o que muitos sussurram nos bastidores de Brasília. É uma conta que não fecha para o povo, mas sobra para os mesmos de sempre.

Precisamos acompanhar o caso do Banco Master e de tantos outros. O Brasil não pode ser o país onde o lucro de poucos é garantido pela pressa de quem tem direito e pela “bondade” de quem tem o poder da caneta.

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