Por: Allyson Barbosa
Começa a circular com força na imprensa do Rio Grande do Norte que, em uma reunião tensa realizada ontem, 07 de janeiro de 2026, o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou à cúpula do seu partido uma decisão irreversível: ele não assumirá o Governo do Estado em abril.
Walter “bateu o pé” e já definiu seu novo destino: será candidato a deputado estadual. O anúncio oficial deve ocorrer até o Carnaval, mas o recado interno já foi dado.
O Diagnóstico do Medo: Um Estado Inviável O que levou um herdeiro político de uma das famílias mais tradicionais do RN a rejeitar a cadeira de governador? A resposta está em um relatório financeiro que Walter Alves mandou elaborar e que caiu como uma granada no colo do MDB. O levantamento mostra que o Rio Grande do Norte está financeiramente “quebrado” e que assumir o governo agora seria um suicídio político.
De acordo com detalhes que vazaram na imprensa e em sites especializados, os números são alarmantes:
- Déficit de R$ 1,5 Bilhão: A Lei Orçamentária de 2026 já nasce no vermelho, sem margem para qualquer investimento.
- Folha Sufocante: Cerca de 68% de toda a receita do Estado está comprometida apenas com o pagamento de salários, deixando áreas como saúde e segurança à mercê da sorte.
- Ajuste de 15 Meses: Técnicos alertaram Walter que seriam necessários, no mínimo, 15 meses de medidas extremamente impopulares (como cortes e ajustes rígidos) apenas para o estado voltar a “respirar”. Como ele teria apenas nove meses de mandato, o risco de sair do governo com uma rejeição recorde é altíssimo.
A Fuga da “Bomba Relógio” Walter Alves entendeu que sentar na cadeira de governador em abril significa receber uma “bomba relógio” com o cronômetro no fim. Sem a garantia de um socorro bilionário imediato do Governo Federal, ele passaria o ano enfrentando greves e atrasos de fornecedores.
Ao optar por ser deputado estadual, Walter escolhe o caminho da segurança. Ele quer focar na organização do MDB, fortalecendo a nominata do partido e garantindo o seu próprio espaço no Legislativo, onde poderá fazer política sem o desgaste de uma máquina pública falida.
O Futuro Incerto do RN Com Walter fora do páreo, o Rio Grande do Norte entra em um terreno perigoso. Se a governadora Fátima Bezerra sair em abril para disputar o Senado, e o vice se recusar a assumir, poderemos ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Walter Alves escolheu a sobrevivência. Resta saber quem terá a coragem (ou a ousadia) de assumir um estado que, segundo os próprios dados do vice-governador, tornou-se inviável.
