BANCO MASTER E CREDCESTA: O SENADOR ROGÉRIO MARINHO EXPLICA A PARCERIA DE BILHÕES

Você já se perguntou como um banco de “terceira linha” cresce de forma meteórica até chegar ao topo do poder em Brasília? O senador Rogério Marinho trouxe à tona detalhes de uma história que começa na Bahia e envolve cifras astronômicas, ex-ministros e o coração do Governo Federal.

O “Negócio da China” com a Cesta Básica

Tudo começou quando o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, era governador da Bahia. A estatal EBAL (Cesta do Povo), que deveria cuidar de alimentos, foi vendida a um dos sócios do que viria a ser o Banco Master por R$ 15 milhões.

O detalhe? Logo em seguida, 50% dessa operação foi revendida por R$ 30 milhões. Ou seja: o lucro dobrou antes mesmo do negócio engrenar. Mas o “Toque de Midas” veio depois: o Governo transformou o que era venda de alimentos em uma gigante de crédito consignado, permitindo que a margem de desconto dos servidores saltasse de 30% para impressionantes 75%.

O Banco dos “Empregos de Ouro”

Segundo Marinho, essa relação “sólida” com o PT da Bahia rendeu frutos generosos dentro do banco:

  • Guido Mantega: O ex-ministro teria garantido um contrato de R$ 1 milhão por mês.
  • Ex-ministro do STF: Teria recebido uma consultoria de R$ 350 mil mensais.

A Reunião Fora da Agenda

O cenário fica ainda mais cinzento com o relato de uma reunião fora da agenda oficial. Imagine o encontro: o Presidente da República, o Ministro da Casa Civil (Rui Costa), o atual presidente do Banco Central (Gabriel Galípolo), o dono do banco e o lobista (Mantega).

O que um diretor de política monetária e o presidente da República discutiam com um banco privado e seus lobistas sem o conhecimento formal do Banco Central na época?

O que precisa ser explicado?

Estamos falando de uma relação que o senador classificou como “promíscua”. Como uma operação de assistência alimentar se transformou em uma máquina de consignados que financia salários milionários para aliados políticos?

O Brasil e, especialmente, o servidor baiano — que é a base de onde esse dinheiro sai — merecem respostas claras. A política e o sistema financeiro não podem ser um balcão de negócios entre amigos.

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