O termômetro das ruas acaba de registrar uma febre preocupante para o Governo Federal. Segundo o levantamento mais recente da Ipsos/Ipec, divulgado nesta terça-feira (10), a desaprovação da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 51%, enquanto a aprovação caiu para 43%.
O Cenário em Números
Realizada entre 5 e 9 de março de 2026, a pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 131 municípios. O dado que mais chama a atenção não é apenas o número atual, mas a estabilidade negativa: os índices oscilaram dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais desde dezembro de 2025.
Isso indica que o governo parece ter batido em um “teto” de aceitação e agora luta contra uma barreira de resistência que não cede.
O Que os Dados Revelam?
- A Maioria Desaprova: Pela primeira vez em um ciclo consolidado, mais da metade dos brasileiros (51%) rejeita a forma como o país está sendo conduzido.
- Estagnação: O governo não conseguiu, nos últimos meses, converter a desaprovação em apoio, mesmo com as agendas econômicas e sociais em pauta.
- Sinal Amarelo: Com um intervalo de confiança de 95%, a pesquisa é um retrato fiel de um Brasil polarizado, onde a gestão atual encontra dificuldades para dialogar além da sua base aliada.
O Desafio de 2026
Para um governo que caminha para o último ano de mandato, esses números são um balde de água fria. A desaprovação acima dos 50% acende o sinal de alerta para as alianças políticas e para a governabilidade no Congresso. O brasileiro está cobrando resultados mais práticos e menos discursos.
A pergunta que fica nos bastidores de Brasília é: o que o governo fará para reverter essa tendência antes que o calendário eleitoral tome conta de vez do país?
