A NOVA “VELHA” PROMESSA: LULA TENTA VENDER NOVIDADE PARA MASCARAR CICLO DE DEPENDÊNCIA

O presidente Lula voltou a dar mostras de sua habilidade em reciclar discursos para justificar a manutenção do poder. Ao falar sobre as eleições de 2026, o mandatário condicionou sua candidatura à apresentação de um “programa novo”, alegando querer evitar que o país viva em um eterno ciclo onde problemas como a fome são combatidos e depois retornam. Contudo, a fala soa mais como uma confissão de fracasso das suas próprias políticas de longo prazo do que como um plano de futuro.

A tentativa de se vender como o “novo” em um eventual quarto mandato é, no mínimo, uma manobra retórica ousada. Ao admitir que a fome “vai e volta”, Lula assina o atestado de que seus governos focaram em medidas paliativas de assistência em vez de soluções estruturantes que emancipem o cidadão.

A Conveniência do Retrovisor

Para sustentar a narrativa de “salvador da pátria”, Lula recorreu mais uma vez à comparação com gestões anteriores:

  • Fuga da Responsabilidade: Ao citar a falta de reajuste em bolsas e merenda por 6 ou 7 anos, o presidente tenta apagar os gargalos e a inflação que corroem o poder de compra dos brasileiros hoje.
  • A Blindagem de Haddad: O elogio à equipe econômica por “colocar a ordem na casa” ignora o peso dos impostos e o aumento do gasto público que sobrecarrega quem produz.
  • Hipocrisia Política: Prometer “algo novo” para um país que ele governa pela terceira vez parece uma tentativa de subestimar a memória do eleitor, utilizando as mesmas fórmulas assistencialistas que mantêm a população refém do Estado.

O discurso de “passar o Brasil a limpo” esbarra na realidade de um governo que olha excessivamente para o passado para não ter que responder pelas incertezas do presente. Para quem está no poder há tanto tempo, a verdadeira “coisa nova” seria reconhecer que a dependência estatal não é sinônimo de desenvolvimento. O Brasil não precisa de mais promessas recicladas, mas de seriedade com o dinheiro público e o fim do populismo barato.

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