A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro Daniel Vorcaro passou a levantar questionamentos depois que uma sequência de encontros, contratos e decisões envolvendo o Banco Master veio à tona. Veja a cronologia dos fatos.
Início de 2024
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para prestar consultoria por cerca de R$ 1 milhão por mês. Ao longo do contrato ele recebeu aproximadamente R$ 11 milhões.
Abril de 2024
Lula participou da inauguração de uma fábrica ligada ao grupo de Vorcaro. No mesmo período, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, destinou mais de R$ 303,6 milhões para a empresa de biotecnologia Biomm, em Nova Lima.
2024
O escritório do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski recebeu cerca de R$ 5 milhões do grupo ligado a Vorcaro.
Dezembro de 2024
Lula recebeu Vorcaro em uma reunião fora da agenda oficial no Planalto. No encontro estavam também Guido Mantega, o ministro da Casa Civil Rui Costa e o então diretor do Banco Central Gabriel Galípolo.
Novembro de 2025
Já como presidente do Banco Central, Galípolo rejeitou a venda do Banco Master ao Banco de Brasília e depois decretou a liquidação da instituição após a identificação de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.
Início de 2026
Lula passou a cobrar investigação técnica sobre o Banco Master, mas inicialmente não mencionou que havia se reunido com Vorcaro.
Fevereiro de 2026
Após pressão, o presidente confirmou que o encontro fora da agenda realmente aconteceu.
05 de março de 2026
Vorcaro relatou à ex-namorada que a reunião com Lula havia sido “ótima”. Segundo ele, no encontro estavam o futuro presidente do Banco Central e mais três ministros do governo.
A sequência de fatos passou a levantar dúvidas sobre a influência do empresário dentro do governo, já que ele teve acesso ao presidente, ministros e integrantes da área econômica, apesar de Lula afirmar que não possui envolvimento com o caso do Banco Master.
