O clima nos corredores do Senado Federal subiu de temperatura. Enquanto o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, tenta segurar a abertura de uma CPI exclusiva para o Caso Master, senadores encontraram um “atalho”: usar comissões que já estão funcionando para colocar Daniel Vorcaro, dono do banco, frente a frente com os parlamentares.
🔌 A estratégia do drible
Como não há, por enquanto, uma CPI do Master, os senadores estão utilizando a CPMista do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para convocar o empresário. É o que chamamos de “investigação paralela”. O objetivo? Não deixar o assunto esfriar enquanto bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estão em jogo para cobrir rombos financeiros.
⚖️ O impasse do depoimento
Vorcaro vive um dilema logístico e jurídico:
- Restrição: Ele usa tornozeleira eletrônica e não pode sair de São Paulo sem autorização.
- Habeas Corpus: O ministro André Mendonça (STF) autorizou que ele não comparecesse hoje, mas o empresário sinaliza que quer falar.
- Alternativa: Ele sugeriu depor por videoconferência ou adiar para o fim da semana. Se nada for aceito, prometeu ir a Brasília presencialmente de qualquer jeito.
💣 Por que Brasília está apreensiva?
Não são apenas números. Daniel Vorcaro é conhecido por suas amplas relações com a classe política, festas e proximidade com nomes influentes. O medo nos bastidores é o que pode sair dos celulares apreendidos e o quão disposto ele está a entregar nomes em troca de algum “esteio” político.
Como bem definiu o senador Renan Calheiros, que lidera uma frente de fiscalização na CAE, o foco agora é a transparência. Se Vorcaro decidir “abrir o jogo” e mostrar que outros também erraram, o impacto pode atingir diversos partidos e governos.
O resumo é claro: A estratégia de silenciar o caso falhou. Agora, a pergunta não é mais se ele vai falar, mas quem ele vai levar junto quando as câmeras forem ligadas.
