O clima esquentou na Câmara Municipal de Serra Negra do Norte. Em um discurso contundente e carregado de indignação, o presidente da Casa, vereador Jairo Flauzino, rompeu o silêncio e disparou duras críticas à atual gestão municipal. O parlamentar não poupou palavras ao descrever o prefeito como “irresponsável”, “sem planejamento” e “narcisista”.
Arrependimento e Alerta
Jairo Flauzino foi enfático ao declarar seu arrependimento por ter apoiado a atual administração. Segundo o vereador, a gestão vive de aparências, ignorando as necessidades básicas da população. “É preciso lembrar que a voz do povo é a voz de Deus”, pontuou o presidente, deixando claro que o descontentamento das ruas chegou ao plenário.
Educação: O Sorriso que não Educa
Um dos pontos mais sensíveis do discurso foi o ataque à forma como a educação e o atendimento nas secretarias vêm sendo conduzidos. Com uma frase de efeito, o vereador alertou: “Sorrisos bonitos de secretaria, infelizmente, não educam”. A crítica vai direto ao ponto: a estética e o marketing da prefeitura não podem mascarar a falta de resultados práticos na vida dos estudantes.
O Absurdo na Escola Arthephio Bezerra
O motivo de tanta revolta tem um endereço: a Escola Municipal Arthephio Bezerra da Cunha. Durante fiscalização, o vereador relatou ter encontrado uma situação inaceitável para os dias de hoje: banheiros sendo divididos entre meninos e meninas.
Essa falha gravíssima de infraestrutura e gestão revela:
- Falta de zelo com a dignidade dos alunos;
- Ausência de planejamento básico em reformas ou manutenção;
- Descaso com as normas de convivência e privacidade escolar.
Gestão de Fachada
O que o relato de Jairo Flauzino nos mostra é uma Serra Negra do Norte que sofre com o “narcisismo” político, onde a autoelogio do gestor parece valer mais do que o bem-estar das crianças em sala de aula. Priorizar a imagem em detrimento da dignidade escolar é o caminho mais rápido para o retrocesso.
O papel do Legislativo é fiscalizar, e o grito de alerta do presidente da Câmara ecoa como um chamado para que a sociedade não aceite o descaso como normalidade.
