Em um estado onde os recursos públicos exigem cada vez mais cautela, um extrato de contrato publicado pela Prefeitura de Tibau do Sul chamou a atenção pelo valor expressivo. A gestão do prefeito Valdenício Costa oficializou a contratação de uma empresa para a prestação de serviços gráficos por um montante que ultrapassa a casa dos dois milhões de reais.
O Contrato nº 6/2026, fruto do Pregão Eletrônico nº 38/2025, estabelece o valor exato de R$ 2.182.631,10 para atender às demandas da prefeitura.
Análise dos Números: Onde estão as prioridades?
Para um município do porte de Tibau do Sul, um investimento dessa magnitude em “papelaria e serviços gráficos” levanta questionamentos imediatos:
- O Volume: O que justifica o gasto de mais de R$ 2,1 milhões em impressões em apenas um ano?
- A Média Mensal: O contrato prevê um gasto médio de aproximadamente R$ 181.885,00 por mês apenas com gráficas.
- Custo-Benefício: Em tempos de digitalização de processos e transparência eletrônica, o uso massivo de papel parece caminhar na contramão da modernidade e da economia de recursos.
Espaço para Investigação
Quando olhamos para as necessidades básicas da população — como saúde, infraestrutura e educação — a cifra de dois milhões de reais ganha um peso ainda maior. É necessário que a gestão municipal venha a público detalhar o que compõe esse objeto:
- São materiais didáticos para todas as escolas?
- São campanhas de sinalização turística para a cidade?
- Ou trata-se de um volume excessivo de materiais promocionais e burocráticos?
A vigência do contrato vai até fevereiro de 2027, o que significa que o povo de Tibau do Sul pagará essa conta ao longo de todo o ano. Como sempre digo: o dinheiro é público, e a explicação sobre como ele é gasto deve ser clara e convincente.
