O mês de fevereiro já começou, mas para o servidor público do Rio Grande do Norte, a única certeza é a dúvida. Enquanto estados vizinhos que integram o Consórcio Nordeste já publicaram seus cronogramas de pagamento — tratando ativos, aposentados e pensionistas com igualdade — a gestão de Fátima Bezerra segue em um silêncio que beira o descaso.
A presidente do SINSP-RN, Janeayre Souto, utilizou suas redes sociais para dar voz à indignação da categoria. A cobrança é legítima e urgente: o funcionalismo não pode ser tratado como a última prioridade de quem deveria governar com planejamento e transparência.
Insegurança como Modelo de Gestão
O que o Rio Grande do Norte enfrenta hoje não é um erro de percurso ou uma falha técnica momentânea. A falta de um calendário para 2026 é o reflexo de um modelo de gestão baseado no improviso. O servidor, que planeja sua vida e o sustento de sua família, tornou-se refém da desorganização administrativa do Centro Administrativo.
A Bomba dos Consignados: Quase R$ 450 Mil Retidos
O cenário é ainda mais grave quando olhamos para os empréstimos consignados. O Governo do Estado tem feito o desconto das parcelas diretamente no contracheque dos trabalhadores, mas não repassa o dinheiro às instituições financeiras desde julho de 2025.
- Apropriação Indébita: O valor é subtraído do salário do servidor, mas não chega ao banco para quitar a dívida.
- Crédito em Risco: Com repasses pendentes que somam quase R$ 450.000,00, o servidor vê seu nome e seu crédito ameaçados por uma inadimplência que ele não causou.
É inadmissível que o salário do funcionalismo seja utilizado como fonte de financiamento ou “capital de giro” para tapar os buracos de uma gestão ineficiente.
O Grito por Respeito
Governar exige responsabilidade e, acima de tudo, respeito com quem sustenta a máquina pública. A cobrança feita pelo SINSP exige uma resposta imediata do Governo do RN:
- Publicação imediata do calendário de pagamento de 2026.
- Regularização urgente do repasse dos consignados aos bancos.
- Transparência total com o dinheiro do trabalhador.
Chega de usar o suor do servidor para gerir o Estado. O Rio Grande do Norte exige respostas e o funcionalismo exige o que é seu por direito.
