Por Allyson Barbosa
A novela dos empréstimos consignados no Rio Grande do Norte ganhou um tom de cobrança direta nas redes sociais. O deputado estadual Gustavo Carvalho não deixou passar em branco o silêncio do governo e questionou publicamente o secretário de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (Cadu).
O motivo? Uma promessa que, pelo visto, ficou apenas no discurso.
Cadê a solução, Secretário?
O deputado lembrou que o secretário Cadu Xavier havia garantido que a situação dos repasses em atraso estaria totalmente resolvida até novembro de 2025. O prazo passou, janeiro de 2026 já ficou para trás, e os servidores continuam enfrentando o mesmo drama: o dinheiro é retirado do salário, mas o governo não repassa ao Banco do Brasil.
Gustavo Carvalho foi incisivo ao cobrar se a palavra dada pelo secretário tem validade. “O prazo estipulado já foi alcançado e não tivemos nenhum comunicado por parte do governo”, disparou o parlamentar, expondo a falta de compromisso da gestão estadual com o cronograma que ela mesma estabeleceu.
O custo da “enrolação”
Dar razão ao deputado nessa cobrança é defender o óbvio: gestão pública se faz com prazos e entregas, não com desculpas intermináveis. Criticar a gestão Fátima Bezerra neste caso é necessário porque estamos falando de:
- Quebra de Confiança: Quando um secretário de Estado vai à Assembleia e dá um prazo, ele empenha a credibilidade do governo.
- Prejuízo Acumulado: Enquanto o “prazo de Cadu” expira sem solução, milhares de servidores seguem com o crédito travado e o receio de nomes negativados.
- Silêncio Conivente: O governo se cala sobre o porquê de não ter cumprido a promessa de novembro, tratando o assunto como se o tempo fosse apagar a dívida.
Investigação é o único caminho
Diante de mais uma promessa descumprida, fica claro que a conversa amigável não resolveu. A postura de Gustavo Carvalho ao levar o caso ao Banco Central e cogitar a CPI é a resposta necessária para um governo que parece ter se acostumado a “empurrar com a barriga” o dinheiro do trabalhador.
O Rio Grande do Norte não aguenta mais promessas para o mês que vem. O servidor quer o dinheiro no destino certo hoje!
