Por: Allyson Barbosa
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), quebrou o silêncio e partiu para o ataque durante entrevista à Rádio 98FM de Natal nesta quarta-feira. Com um tom de firmeza e clara indignação, o gestor não apenas apresentou sua defesa sobre a Operação Mederi — que investiga supostos desvios na saúde municipal — como também disparou contra o que chamou de tratamento desigual das instituições.
O Embate com Sandra Rosado
Um dos momentos mais tensos da entrevista ocorreu quando a ex-vice-prefeita e ex-deputada Sandra Rosado enviou uma mensagem à rádio questionando se algum outro ex-prefeito de Mossoró já havia sido alvo de busca e apreensão em sua própria casa.
A resposta de Allyson foi imediata e mirou no governo estadual e em escândalos passados para evidenciar o que ele considera uma perseguição política:
- Arena das Dunas: Relembrou as investigações de superfaturamento na construção do estádio, que envolveram figuras do alto escalão da política potiguar.
- Consórcio Nordeste (Respiradores): Allyson foi enfático ao citar o caso dos R$ 5 milhões pagos pelo RN por respiradores que nunca foram entregues durante a pandemia, ressaltando que, naquela ocasião, a governadora Fátima Bezerra não sofreu busca e apreensão em sua residência.
- Saúde Estadual: Citou a operação ocorrida em 2025 na Secretaria de Saúde do Estado (SESAP), onde, segundo ele, a governadora sequer teve o nome mencionado nas manchetes, ao contrário do que ocorre agora com ele.
“Pararam o Brasil para falar de mim”
O prefeito demonstrou profunda irritação com a repercussão nacional do caso. Segundo Allyson, houve um esforço coordenado para interromper o noticiário que tratava de escândalos gigantescos — como a crise no INSS e o caso do Banco Master (que envolve cifras bilionárias e nomes do STF e do Planalto) — para dar destaque à apreensão de seu celular e computador.
“Querem transformar Mossoró no centro da corrupção do país enquanto escândalos de bilhões no Banco Master ficam em segundo plano”, sugeriu o prefeito durante a fala.
A Linha de Defesa
Allyson Bezerra reiterou que sua gestão é pautada pela transparência e que não há qualquer prova que o vincule à “Matemática de Mossoró” citada em gravações de empresários. Ele reafirmou que colabora com a Justiça e que o tempo mostrará a motivação política por trás do espetáculo midiático montado sobre a Operação Mederi.
