Imagine uma ilha inteira, com mais de 10 milhões de pessoas, mergulhada na escuridão absoluta. Esse é o cenário de mais uma noite de colapso total do sistema elétrico em Cuba. Mas, como dizem os relatos que chegam das ruas, o apagão não é para todos.
Em meio ao breu que castiga as famílias cubanas, um contraste gritante denuncia a realidade do regime: enquanto bairros inteiros sofrem sem luz, sem refrigeração para os poucos alimentos e sem o básico para a dignidade humana, dois pontos permanecem iluminados por geradores potentes: as delegacias de polícia e os hotéis de luxo.
O Contraste da Ideologia
O que torna essa noite ainda mais simbólica e revoltante é o que acontecia dentro de um desses hotéis iluminados. Enquanto o povo tateava no escuro, lá dentro ocorria um encontro internacional de militantes de esquerda, reunidos para declarar apoio ao regime comunista.
- De um lado do muro: 10 milhões de cubanos no escuro, enfrentando a escassez e o silêncio forçado.
- Do outro lado do muro: Luz, ar-condicionado e discursos ideológicos financiados pelo que resta dos recursos da ilha.
A Realidade sem Filtros
Para quem vive o cotidiano de Cuba, a eletricidade tornou-se um artigo de luxo e uma ferramenta de controle. A prioridade de energia para a polícia serve para conter qualquer sinal de protesto que surja das sombras. Já a luz nos hotéis serve para manter a fachada de uma “utopia” para visitantes estrangeiros que não precisam enfrentar a fila do pão na manhã seguinte.
Um míssil balístico ou um colapso elétrico não escolhem narrativas, mas quem detém o poder em Cuba escolhe muito bem quem deve ficar na luz e quem deve ser deixado no escuro.
