O clima esquentou nas estradas e o sinal de alerta acendeu em Brasília. A pergunta que não quer calar nos grupos de WhatsApp e nos corredores do Congresso é uma só: teremos uma nova greve nacional de caminhoneiros nesta quinta-feira?
A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores) confirmou que a categoria está se articulando. O motivo? O recente reajuste de R$ 0,32 no diesel anunciado pela Petrobras. Mesmo com as manobras do governo para zerar impostos (PIS/Cofins) e tentar segurar o preço na bomba, o sentimento na base é de que a conta não fecha.
O “fantasma” de 2018
Não estamos aqui para causar pânico, mas para analisar fatos. Todos lembramos do caos de 2018: prateleiras vazias, falta de combustível e uma economia travada. A liderança da categoria afirma que 95% dos representantes já concordam com a paralisação.
Diferente de outros setores, o movimento dos caminhoneiros é orgânico. Ele não precisa de uma central única; ele se espalha “de zap em zap” e ganha força em poucas horas.
Por que o governo está preocupado?
Em ano eleitoral, qualquer faísca no preço dos combustíveis é “nitroglicerina pura”. O governo montou uma engenharia complexa de subsídios para evitar o desgaste, mas a pressão inflacionária fala mais alto no bolso de quem vive no volante. No Congresso, o clima é de monitoramento total, com reuniões sendo canceladas e medidas legislativas sendo discutidas às pressas.
O que esperar? Os próximos dias serão decisivos. Se a articulação ganhar corpo como em 2018, o impacto atinge desde o prato de comida até o preço da passagem de ônibus.
Seguiremos acompanhando de perto para trazer a informação real, sem alarde, mas com a precisão que o momento exige.
