CEARÁ-MIRIM: PREFEITURA VAI GASTAR R$ 2 MILHÕES COM PAPELARIA E MATERIAL DE ESCRITÓRIO

CEARÁ-MIRIM: PREFEITURA VAI GASTAR R$ 2 MILHÕES COM PAPELARIA E MATERIAL DE ESCRITÓRIO

A transparência com o dinheiro público deve ser a prioridade de qualquer gestão, e o papel do cidadão é acompanhar onde cada centavo está sendo aplicado. Recentemente, a Prefeitura de Ceará-Mirim, sob a gestão de Antônio Henrique Câmara Bezerra, oficializou dois contratos que, somados, ultrapassam a marca dos R$ 2 milhões apenas para o fornecimento de material de expediente.

Os documentos, publicados pela Secretaria de Administração, detalham o destino desses recursos que deverão atender às diversas secretarias e fundos municipais de Saúde e Assistência Social.

Raio-X dos Contratos

Para que o leitor entenda a magnitude dos valores, detalhamos os dois extratos assinados:

  • Contrato Nº 100/2025: O maior deles, no valor global de R$ 1.787.362,89. O contrato tem vigência de 12 meses e visa o fornecimento de material de expediente para a estrutura municipal.
  • Contrato Nº 099/2025: Um segundo contrato, no valor de R$ 213.273,92, também para o fornecimento de materiais de escritório, com a mesma duração de um ano.

Total acumulado: R$ 2.000.636,81.

O que o cidadão deve observar?

Um investimento de mais de R$ 2 milhões em papelaria e materiais afins em um único ano é um montante considerável para o município. Em tempos de digitalização de processos e economia de recursos físicos, um gasto mensal médio de aproximadamente R$ 166 mil apenas com esses itens levanta questionamentos naturais:

  1. Volume de Consumo: Existe uma demanda real nas secretarias que justifique a compra de dois milhões de reais em papel, canetas e pastas?
  2. Fiscalização: Como será feito o controle de entrega desses materiais para garantir que o que foi pago chegue efetivamente às repartições?
  3. Prioridades: O cidadão de Ceará-Mirim sente que o investimento na manutenção administrativa está equilibrado com os serviços de ponta na saúde e assistência social?

Gerir o dinheiro público exige responsabilidade e, acima de tudo, parcimônia. Estaremos atentos para conferir se esse “mar de papel” se transformará em benefício direto para a população ou se ficará apenas no peso das notas fiscais.

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