Por: Allyson Barbosa
O que antes era tratado nos bastidores do Palácio do Planalto como um jogo ganho, agora virou um sinal de alerta máximo. A arrogância de quem acreditava em uma vitória fácil em 2026 deu lugar a um cenário de deserto: o PT descobriu, da pior forma, que o tabuleiro mudou e a direita não apenas sobreviveu, como está crescendo de forma orgânica e imparável.
O “Fenômeno” Flávio Bolsonaro e o Deserto nos Estados
A conta do PT era simples: enfrentar Flávio Bolsonaro seria uma “goleada”. Erraram feio. Pesquisas internas mostram que Flávio não só cresce, como sua rejeição derreteu — caiu 10 pontos em poucos meses. Mas o maior pesadelo de Lula não é apenas o nome do adversário, é o mapa geográfico.
São Paulo e Minas Gerais, os estados que decidem qualquer eleição, viraram território hostil para o lulismo:
- Em Minas: O PT queimou seus quadros e não tem nomes competitivos. A tentativa de empurrar Rodrigo Pacheco para a disputa estadual é um ato de desespero para garantir um palanque, já que Pacheco está esvaziado e teme o fim de sua carreira.
- Em São Paulo: Tarcísio de Freitas domina o cenário. Fernando Haddad resistiu a sair da Fazenda para ser derrotado novamente, e Geraldo Alckmin foge de uma humilhação política contra Tarcísio.
A Estratégia do Medo: Blindagem no STF
O movimento mais revelador, no entanto, não vem das urnas, mas das regras do jogo. Parlamentares já articulam mudanças para dificultar a nomeação e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Por que agora?
A lógica é brutal: eles já trabalham com a possibilidade real da derrota de Lula. Se a direita vencer, o sistema quer criar um bloqueio institucional. Aumentar as exigências para aprovar novos ministros ou para sofrer impeachment é a tentativa de “governar mesmo perdendo”, garantindo que o Judiciário continue servindo de escudo contra um futuro presidente de direita.
O Sistema Contra a Parede
A realidade é que o plano original de eliminar a oposição falhou. Perseguiram, prenderam e exilaram lideranças, mas o movimento voltou a crescer com força — vide a marcha monumental de Nikolas Ferreira até Brasília e o crescimento de Flávio Bolsonaro.
Somado a isso, o governo Lula patina em problemas reais:
- Economia e Segurança: Resultados pífios que castigam o bolso e a paz do brasileiro.
- Cenário Internacional: O avanço de Donald Trump enfraquece o eixo do Foro de São Paulo.
- Escândalos Recentes: Os casos do Banco Master e do INSS implodiram a narrativa de “moralidade” que o PT tentava reconstruir.
Conclusão
Quando o poder começa a mudar as regras do jogo antes mesmo da batalha começar, é porque sabe que a derrota é iminente. O sistema está apavorado porque o “jogo virou”. O que veremos em 2026 não será apenas uma eleição, mas a tentativa desesperada de um grupo de manter o controle sobre um país que já decidiu seguir outro caminho.
O recado das ruas e dos bastidores é um só: o plano de Lula ruiu.
